Produção industrial cresce, mas é a menor para março
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
Das Agências 
A pesquisa Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem, indica que a produção industrial do País cresceu em março, em comparação ao mês anterior, atingindo 52,9 pontos contra 46,1 pontos em fevereiro. Mas o índice foi o menor para o mês de março, desde o início da série mensal, em 2010. Os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100 e, abaixo de 50, indicam variação negativa.
Segundo a pesquisa, entre os principais problemas enfrentados no trimestre, a alta no custo da matéria-prima ganhou importância. Já a elevada carga tributária permaneceu como o principal problema. O fraco desempenho da indústria nos últimos meses, aliado à alta nos custos afetou as condições financeiras das empresas. A insatisfação com as margens de lucro aumentou e a situação financeira tornou-se insatisfatória. O acesso ao crédito tornou-se também mais difícil no trimestre.
De acordo com a CNI, com o fim do longo período de excesso de estoques, no segundo semestre de 2012, esperava-se uma retomada da atividade industrial, ainda que moderada, nos meses subsequentes. Em janeiro de 2013, a atividade industrial chegou a surpreender positivamente, especialmente considerando a sazonalidade desfavorável do mês. Contudo, nos meses seguintes, ela não mostrou o mesmo comportamento. Em fevereiro, o desempenho foi negativo e, em março, o aumento da produção foi menos intenso que o observado nos mesmos meses de 2012 e 2011.
O número de empregados na indústria permaneceu estável em março. O aumento do índice entre fevereiro e março (de 49,8 pontos para 50,5 pontos) não foi suficiente para afastá-lo da linha divisória. A utilização da capacidade instalada pela indústria em março se aproximou do usual para o mês, mas segue inferior a esse nível. O índice de UCI efetiva-usual aumentou de 43,5 pontos em fevereiro para 44,4 em março.
Já o nível médio de utilização da capacidade instalada pela indústria mantém-se inalterado em 70% desde dezembro de 2012. O uso da capacidade é 2 pontos percentuais (p.p.) menor que o registrado em março de 2012 e 3 p.p. inferior ao registrado no mesmo mês de 2011.
Segundo o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco, o setor ainda não mostra uma tendência clara de recuperação, embora a expectativa seja de aumento da atividade nos próximos meses. "A gente ainda não tem uma clareza dessa trajetória e da intensidade dessa trajetória. Ela não está tão firme como se esperava inicialmente", afirmou.
Ele destacou que os meses de março costumam ter um nível de atividade mais forte que o demonstrado este ano. Mesmo com os estoques ajustados, o crescimento da produção no mês passado foi menor que em março de 2012, quando a indústria estava com estoques elevados. Castelo Branco acredita que esse movimento pode ser explicado, pelo menos em parte, pelo lado das expectativas. Segundo ele, no ano passado, o setor começou com a expectativa de demanda elevada, que foi frustrada e resultou no acúmulo de estoques. "A nossa expectativa é que este ano tenha trajetória de crescimento, ao contrário de 2012, que foi de redução na atividade", afirmou.

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