Rio de Janeiro - A produção industrial cresceu em quase todas as 14 áreas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos primeiros oito meses deste ano. A exceção fica por conta do Ceará. Com uma indústria fortemente concentrada em segmentos de alimentos e têxtil, a indústria cearense apresenta recuo de 0,4%.
  Por outro lado, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Pernambuco são os Estados com melhor desempenho neste ano. A indústria brasileira avança 5,3% no ano, sustentada por segmentos que se beneficiam da fartura de crédito e do aumento da massa salarial, como o automobilístico e o de alimentos. Além disso, Estados ligados a commodities exportadoras, ao setor agrícola e aos bens de capital também apresentam avanço. São Paulo, maior parque fabril do país, mesmo abaixo da média nacional (4,7%), exerce a principal contribuição para o resultado global. Já Minas Gerais, que detém cerca de 10% da estrutura da indústria brasileira, apresenta o segundo maior impacto, com alta de 8,7%. Os principais destaques vêm dos segmentos de automóveis, minério de ferro, inseticidas, metalurgia e celulose. ‘‘É um resultado importante. A indústria de Minas tem porte e tem presença forte de duráveis, bens de capital e minério de ferro’’, afirmou Isabella Nunes, gerente de Análise e Estatísticas do IBGE.
  Segundo o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Minas é um dos Estados que mais se beneficiam do aumento da demanda por minério de ferro e pelo incremento da indústria de bens de capital. O Rio Grande do Sul e o Paraná aproveitam a recuperação do setor agrícola e apresentam ganhos principalmente nos segmentos de máquinas e herbicidas. O RS apresenta alta de 8,1% no ano, enquanto no Paraná o avanço é de 7,3%.

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