São Paulo - A produção industrial cresceu em julho em 11 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE no País. Os maiores avanços ocorreram no Amazonas (16,1%), Paraná (7,3%) e Ceará (7,1%). Os três Estados registraram alta após recuo em meses anteriores. Amazonas, por exemplo, interrompeu três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou retração de 19,9%. Os dados foram divulgados pelo instituto ontem. Nordeste (5,6%), Bahia (4,7%), Santa Catarina (4%), Espírito Santo (3,6%), Pernambuco (3,2%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Rio de Janeiro (1,2%) também tiveram taxas positivas mais intensas do que a média nacional, que ficou em 0,7%.
A melhora no mês, no entanto, não inverte a tendência de deterioração da indústria neste ano. Nos cinco meses em retração (fevereiro a junho), o setor, um dos mais importantes da economia devido a seu encadeamento com serviços e agropecuária, somou uma perda de 3,5%.
A leve retomada em julho decorreu especialmente diante de forte desempenho dos chamados bens duráveis, com alta de 20,3%, impulsionada pelo aumento da produção de veículos. Foi a maior alta desde janeiro de 2009, quando havia sido de 26,1%.

TAXAS NEGATIVAS
Goiás (-2,2%), São Paulo (-1,2%) e Pará (-0,8%) viram a produção industrial cair em julho e registraram o segundo mês consecutivo de retração. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor industrial brasileiro recuou 3,6% em julho de 2014, com resultados negativos disseminados, já que 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apontaram queda na produção.
Nessa relação, os recuos mais intensos foram registrados por Rio Grande do Sul (-10,6%), Bahia (-7,5%), Paraná (-6,4%) e São Paulo (-5,8%), pressionados, em grande parte, pela redução na produção dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias. No indicador acumulado de janeiro a julho deste ano ante igual período de 2013, a redução na produção alcançou 11 dos 15 locais pesquisados, sendo que cinco deles recuaram com intensidade superior à da média da indústria (-2,8%): São Paulo (-5,2%), Bahia (-5%), Rio Grande do Sul (-4,9%), Paraná (-4,8%) e Rio de Janeiro (-3,3%). Nesses locais, o menor dinamismo foi influenciado pela redução na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor de transportes), bens intermediários (autopeças, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, defensivos agrícolas) e bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da "linha branca", motocicletas e móveis).

Imagem ilustrativa da imagem Produção industrial cresce em 11 locais