Produção industrial cresce 3,5% no Paraná
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sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial do Paraná nos sete primeiros meses deste ano já acumula alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O bom desempenho foi bastante influenciado pela atividade industrial de julho, que cresceu 5,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em junho, o indicador havia sido de -1,1%.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que na semana passada havia divulgado os números do Brasil: -0,3% no acumulado do ano e 2,5% em julho. Em comparação com julho de 2002, oito das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram índices negativos.
Entre janeiro e julho de 2003, o principal destaque industrial no Paraná ficou com a indústria mecânica, com expansão de 17,3%. De acordo com o economista da Coordenação da Indústria do IBGE, André Macedo, o setor de colheitadeiras agrícolas foi a principal influência positiva. ''Todos aqueles setores e locais com atividades atreladas ao mercado exportador e à agroindústria continuam com crescimento importante. O Paraná se encaixa nesse perfil''. A indústria mecânica, por causa da produção de fertilizantes, teve crescimento de 3,5%.
Em julho, a indústria mecânica cresceu 42,3% no Paraná; indústria química, 4,9%, e produtos alimentares, 3,8%. Apenas quatro dos 19 setores pesquisados reduziram a produção no mês. Minerais não-metálicos (-4,6%) e produtos de matérias plásticas (-19,2%) foram as principais pressões negativas. Esse é o quadro observado nos setores que dependem da demanda interna e da renda dos trabalhadores brasileiros, observou Macedo.
As outras regiões pesquisadas pelo IBGE também mostram desempenho baixo no período de janeiro a julho. Seis locais tiveram queda na produção: Santa Catarina (-3,4%), Pernambuco (-3,3%), Ceará (-2,2%), Minas Gerais (-2,1%), Nordeste (-1,4%) e São Paulo (-1,1%). Além do Paraná, conseguiram bom resultado no ano Rio de Janeiro (0,5%), Sul (1%), Bahia (2,1%), Rio Grande do Sul (2,3%) e Espírito Santo (18,0%). A indústria capixaba tem apresentado altos índices de crescimento por causa do aumento da produção de petróleo.


