Produção industrial cresce 3,1% no PR em junho
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terça-feira, 09 de agosto de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial do Paraná ®MDNM teve um crescimento de 3,1% em junho comparado a maio. Em relação ao mesmo mês do ano anterior o desempenho também foi positivo em 1,6%, mesmo resultado acumulado no primeiro semestre. Nos últimos 12 meses terminados em junho, o aumento da produção foi de 5,5%.
O Estado caminhou na direção contrária do Brasil isso porque a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a produção industrial caiu em nove dos 14 locais que fazem parte do levantamento. Em junho comparado com maio, a produção teve queda de -1,6% no Brasil, em junho comparado com o mesmo mês de 2010, o crescimento foi de apenas 0,9% e no semestre o aumento foi de 1,7%. Nos últimos 12 meses, a indústria brasileira cresceu 3,7%.
Em junho deste ano comparado com junho de 2010, oito das 14 atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram expansão na produção no Paraná. O melhor desempenho foi de veículos automotores (+22,3%) influenciado em grande parte pela maior fabricação de caminhões, caminhão-trator e chassis com motor para caminhões e ônibus. O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, explicou que o crescimento do setor de automóveis foi provocado pelo aumento da renda e do crédito no País.
O diretor da Fenabrave-PR, Marco Rossi, acredita que junho teve um desempenho bom na produção de veículos porque a fábrica da Volkswagen de São José dos Pinhais, ficou parada quase 40 dias com uma greve, e voltou a produzir.
Também tiveram crescimento no Paraná o refino de petróleo e produção de álcool (+8,9%) e outros produtos químicos (+14,6%), impulsionados por óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e gasolina automotiva no primeiro setor, e adubos e fertilizantes no segundo. Zurcher disse que a produção de petróleo está associada aos fortes investimentos que foram realizados na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
O principal resultado negativo foi de edição e impressão com queda de -21,6% provocado pela menor produção de livros, brochuras e impressos didáticos.


