Em comparação com o último trimestre do ano passado, houve melhora na produção industrial de janeiro a março deste ano, segundo o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve recuperação em sete dos 11 Estados pesquisados. O movimento de melhora foi mais intenso na indústria de Pernambuco, que passou de -19,4% para 4,9%. Em sentido contrário, o Paraná apresentou a maior redução no ritmo de produção, passando de 10,0% para -3,6%.
A produção acumulada no primeiro trimestre, frente a igual período de 98, foi positiva em seis locais pesquisados. O Rio de Janeiro cresceu 9,1%, sustentado pelo aumento na extração de petróleo e gás natural. A redução de 3,8% na produção industrial brasileira, neste período, foi determinada pelo fraco desempenho de São Paulo (-9,5%), principal parque fabril do País, onde o recuo foi pressionado, sobretudo, pelo baixo desempenho das indústrias de material de transporte (-17,8%), metalúrgica (-17,0%), mecânica (-16,3%) e material elétrico e de comunicações (-14,1%). Um dos piores resultados depois de São Paulo ficou com Minas Gerais (-5,9%), influenciado pela redução na produção metalúrgica (-7,0%). No Paraná, a retração foi de 3,6%, em razão, principalmente, da queda em material elétrico e de comunicações (-23,8%). Em seguida vêm o Rio Grande do Sul, com diminuição de 2,8%, exercendo forte impacto negativo, e a região Sul (-1,6%).
Foram verificados aumentos na produção dos Estados de Pernambuco (4,9%); Ceará (4,5%); Bahia (1,6%) e Santa catarina (0,5%). A região Nordeste voltou a apresentar, em março, queda na produção industrial, no confronto com igual mês do ano anterior: -0,4%. Os resultados dos demais indicadores permaneceram positivos: 1,7%, no acumulado do ano e 1,3%, nos últimos 12 meses.
Na comparação entre março deste ano e do ano passado, sete das onze áreas pesquisadas pelo IBGE reduziram a produção. As quedas mais intensas foram apontadas pelas indústrias de São Paulo (-7,3%), Minas Gerais (-5,5%) e Bahia (-5,2%).
Em seguida vêm Paraná (-3,3%), Pernambuco (-1,6%), Rio Grande do Sul (-1,1%) e região Nordeste (-0,4%). O Rio de Janeiro revelou a melhor marca (7,0%), seguido de Santa Catarina (4,7%), Ceará (4,4%) e região Sul (1,1%).
A produção agroindustrial caiu 3% no ano passado em relação a 1997, segundo o IBGE. O resultado é bem próximo ao registrado na indústria geral (-2,3%). Este recuo foi um dos maiores da série histórica, iniciada em 1982, só sendo superado pelas quedas de 4,3%, em 1990 e 1988.

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