Produção industrial cai em sete regiões
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terça-feira, 16 de julho de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - A produção industrial caiu em sete entre as 12 regiões pesquisadas em maio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na comparação com igual período do ano passado. Na média nacional, a indústria registrou retração de 0,9% na comparação entre maio de 2002 e maio de 2001.
Os destaques de queda ficaram para as indústrias da Bahia (-19%) e região Nordeste (-10,8%) em razão do fraco desempenho dos segmentos químico e metalúrgico. Também tiveram retração Minas Gerais (-7,5%), Pernambuco (-6,9%), São Paulo (-5,6%), Santa Catarina (-4,2%) e Paraná (-2,9%).
A redução da produção de automóveis prejudicou o desempenho das indústrias de Minas e São Paulo. A queda na produção da indústria de material elétrico e de comunicações também influenciou negativamente o resultado de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
O destaque de alta ficou para o Rio de Janeiro. Com o crescimento da produção da indústria de petróleo e gás, o Rio apresentou aumento de 14,3% em maio.
Também registraram expansão as indústrias do Rio Grande do Sul (5,7%), Espírito Santo (2,0%), Ceará (1,6%) e região Sul (1,0%), puxados pelos segmentos de refino de petróleo e os ligados ao setor agrícola, como tratores e fertilizantes e a indústria que processa produtos agrícolas.
A crise do setor automobilístico, que obrigou montadoras a dar férias coletivas e estudar demissões, já afetou o nível de atividade da indústria paulista. Impulsionada pelo fraco desempenho do segmento, a produção industrial de São Paulo caiu 5,6% em maio na comparação com o mesmo mês de 2001.
Foi o pior resultado para um mês de maio desde 1999 - ano da desvalorização do real -, segundo dados da Pesquisa de Industrial Regional, do IBGE. Em maio de 1999, a retração fora de 7,1%.
A produção do ramo material de transporte, que incluiu os automóveis, caiu 14,3% ante o ano passado. Também perderam ritmo fornecedores das montadoras. É o caso do metalúrgico (-12,2%), que inclui a fabricação de aço, e do mecânico (-5,5%).
Os três setores, juntos, formam o grupo metal-mecânico, que se concentra em São Paulo e tem o maior peso na estrutura da indústria do Estado.
''O setor automobilístico tem um encadeamento muito forte com outros ramos. Quando ele cai, repercute em vários outros'', disse a economista Mariana Rebouças, do IBGE, ao justificar o resultado de São Paulo.


