O primeiro mês do racionamento de energia elétrica afetou a indústria de forma distribuída no País, mesmo em áreas não sujeitas à economia de energia. A pesquisa mensal da indústria regional do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que, entre as 12 regiões pesquisadas, nove delas registraram retração na atividade industrial em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Somente os Estados de Santa Catarina, Pernambuco e Rio de Janeiro conseguiram sustentar crescimento industrial, de 5,7%, 4,0% e 0,9%, respectivamente. O Ceará sofreu a maior queda de produção industrial no período, de 14,1%. Em seguida, estão: região Nordeste (-5,9%), Bahia (-4,9%), Paraná (-3,4%), Rio Grande do Sul (-3,4%), Espírito Santo (-2,3%), Minas Gerais (-2,1%) e região Sul (-0,8%).
Na média nacional, a produção industrial caiu 1,4% na comparação entre junho e o mesmo período do ano anterior. O Estado de São Paulo, principal parque industrial do país e responsável por cerca de 50% da produção nacional, voltou a retrair-se no primeiro mês do racionamento.
Na comparação com junho do ano passado, houve queda de 0,2%, após três meses seguidos de alta. Entre os 20 setores pesquisados, 14 apresentaram retração. Os maiores impactos negativos na formação da taxa global foram das indústrias metalúrgica (-6%) e química (-2,3%). O destaque de alta ficou por conta do segmento de material elétrico e de comunicações, que aumentou sua produção em 19,9%, em razão principalmente da produção de microcomputadores.
No semestre, a produção industrial no Estado de São Paulo acumula alta de 5,6%. Nos últimos 12 meses, a taxa também é de 5,6%. No segundo trimestre, a região apresentou crescimento acumulado de 4,1%, contra 7,3% registrados no primeiro trimestre de 2001.
O setor agroindustrial apresentou crescimento de 2% no primeiro semestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. A agroindústria ligada à lavoura aumentou sua produção em 1,2% e a associada à pecuária, 4,2%. O aumento da lavoura, de maior peso na agroindústria, deveu-se à alta de 3,8% na produção dos derivados industriais da cana-de-açúcar. No ano passado, esses derivados registraram queda de 28% por causa da quebra da safra do produto.
No primeiro semestre do ano passado, a agroindústria registrou queda de 2,2%. Os derivados de trigo e soja registraram pequenas quedas, de 0,5% e 1,1%, respectivamente. Os derivados do café cresceram 3,5%. As indústrias associadas ao cacau, algodão e milho também registraram quedas, de 8,4%, 7,0% e 5,7%, respectivamente.

mockup