Curitiba - A produção industrial subiu em sete das 14 regiões pesquisadas em fevereiro, na comparação com o mês anterior. A pesquisa foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média nacional, a indústria apresentou avanço de 1,5% na mesma base comparação. No Paraná, houve queda de 1,8% na produção em fevereiro. O Estado teve desempenho negativo em fevereiro, após crescer por quatro meses consecutivos, acumulando nesse período ganho de 14,1%.
O coordenador do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, explicou que um resultado negativo não assusta para um mês de fevereiro. Segundo ele, janeiro e fevereiro são meses de baixa atividade industrial. ''A comparação de mês contra o mês anterior não define tendência e é pouco significativa'', disse.
As principais altas em fevereiro ocorreram em Pernambuco (11,1%), Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (2,3%), São Paulo (2,2%) e Minas Gerais (2%). Houve crescimento ainda nas produções do Pará (1,3%) e da região Nordeste (0,8%). Ao mesmo tempo, foi registrada queda no Rio Grande do Sul (-5,3%), Amazonas (-3,9%), Bahia (-2,3%), Santa Catarina (-1,1%), Ceará (-1%) e Espírito Santo (-0,4%).
Na comparação com fevereiro de 2009, a atividade industrial subiu em todas as 14 regiões analisadas. Na média nacional, a indústria teve alta de 18,4% na mesma relação. O Paraná teve aumento de 2,4% neste período, quinta taxa positiva consecutiva, com expansão em dez dos 14 setores pesquisados. A principal influência positiva veio de veículos automotores (66%), seguidos por máquinas e equipamentos (60,1%). A pressão negativa mais importante ficou com edição e impressão (-59,7%).
Schmitt destacou que o crescimento na área de máquinas mostra uma expectativa de que os empresários estão fazendo encomendas que devem ser usadas na produção de bens. ''Ninguém vai investir na produção de máquinas se, na outra ponta ninguém vai comprar'', disse. Para ele, isso é um sinal evidente que as empresas estão se preparando para atender uma expansão de demanda em 2010. No caso dos automóveis, Schmitt afirma que não é possível prever o que vai acontecer com o fim da redução do IPI, apesar da atual fartura de crédito no mercado. Mas, destacou que o carro-chefe da indústria do Paraná ainda continua sendo o agronegócio.
Deve-se levar em conta que, no início do ano passado, diante dos efeitos da crise, a indústria sofreu um dos piores tombos da história recente.
Ainda em relação a fevereiro do ano passado, os principais avanços foram notados no Espírito Santo (37,9%), Goiás (31,6%), Minas Gerais (26%), Pernambuco (24,7%), Amazonas (22,5%) e São Paulo (20,9%).
No primeiro bimestre, a produção cresceu 17,2% no Brasil e 6,3% no Paraná, com 12 das 14 atividades apontando crescimento. No Estado, os veículos automotores (77,6%) mantiveram a liderança em termos de pressão positiva. Vale destacar ainda as contribuições de máquinas e equipamentos (38,1%), mobiliário (45,7%), alimentos (5%) e refino de petróleo e produção de álcool (8%).

mockup