Produção industrial cai 1,6% no PR
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Mônica Kaseker<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A indústria do Paraná apresentou uma queda de 1,6% no acumulado do primeiro semestre. O número acompanha a média nacional que atingiu a maior parte das regiões brasileiras no período. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram redução em 8 das 12 regiões pesquisadas, sob impacto especialmente da retração que vem ocorrendo no segmento de material elétrico e de comunicações.
Porém, a produção de junho no Paraná em relação a junho do ano passado, obteve crescimento de 1,7%. A alta é maior que a da média nacional, que ficou em 0,7%. O resultado se deve ao bom desempenho das indústrias de produtos alimentares (6,7%), material de transporte (36,9%) e de mecânica (21,7%), especialmente pela produção de açúcar cristal, caminhões e colheitadeiras agrícolas, respectivamente.
Entre os 12 estados brasileiros avaliados, apenas cinco ficaram acima da média nacional em junho. Além do Paraná, Espírito Santo (15,8%), Rio de Janeiro (11,0%), Ceará (8,5%) e Rio Grande do Sul (2,9%).
No primeiro semestre, apenas quatro áreas expandiram sua produção: a indústria do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Região Sul. Os ramos que mais contribuíram para o comportamento positivo destas indústrias regionais foram os de extrativa mineral (Rio de Janeiro), papel e papelão e extrativa mineral (Espírito Santo), assim como mecânica, fumo e produtos alimentares (Rio Grande do Sul e Região Sul). Impulsionando essas atividades encontram-se a extração de petróleo e gás natural e a fabricação de produtos destinados à exportação e/ou associados à agroindústria - celulose, colhedeiras, tratores agrícolas, fumo em folha beneficiado, aves abatidas e carne de suíno congelada.
Por outro lado, as indústrias de Pernambuco (-8,6%), região Nordeste (-5,7%), Bahia (-5,3%), Minas Gerais (-3,9%), São Paulo (-2,8%), Paraná (-1,6%), Ceará (-1,3%) e Santa Catarina (-1,0%) terminaram o primeiro semestre de 2002 em queda, devido à pressões negativas, principalmente, nos ramos alimentar (Pernambuco e Nordeste), metalúrgico (Bahia e Minas Gerais) e de material elétrico e de comunicações (São Paulo, Paraná, Ceará e Santa Catarina).
No Paraná, dentre os segmentos que apresentaram decréscimos na produção estão os de material elétrico e de comunicações (-54,9%) e madeira (-22,4%), pressionados, sobretudo, pelo recuo na fabricação de fio, cabo e condutor de cobre e madeira compensada.


