Curitiba - A produção industrial teve um crescimento de 0,2% no Brasil em abril comparado a março. A média nacional ficou acima do resultado obtido pelo Paraná que fechou com queda de 1%. Em abril, a produção cresceu em apenas seis dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados positivos ocorreram no Amazonas (0,1%), Bahia (1,6%), Minas Gerais (0,4%), São Paulo (0,6%), Santa Catarina (0,9%) e Goiás (3,6%).
Além do Paraná, aconteceram quedas na produção do Pará (-2,5%), região Nordeste (-0,9%), Ceará (-7,7%), Pernambuco (-8,4%), Espírito Santo (-0,3%), Rio de Janeiro (-3,5%), Paraná (-1,0%) e Rio Grande do Sul (-1,1%).
O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, acredita que a greve dos auditores fiscais da Receita Federal possa ter influenciado no resultado negativo da produção. No entanto, ele disse que o resultado das vendas industriais de abril do Paraná, apurado pela Fiep, deve fechar com resultado positivo.
Já na comparação de abril de 2008 com o mesmo mês do ano anterior, 13 dos 14 locais pesquisados tiveram crescimento na produção. No Paraná, houve crescimento de 9,7% neste período. Entre janeiro e abril, o resultado foi positivo em todos os locais pesquisados e o Paraná fechou com crescimento de 10,1%.
Em abril de 2008 comparado com abril de 2007, houve crescimento na produção em sete dos 14 setores pesquisados no Paraná. Os principais destaques foram veículos automotores (53,8%), máquinas e equipamentos (26,3%) e celulose e papel (13,7%), principalmente devido à maior produção de caminhões, máquinas para colheita e cartolina. Os impactos negativos mais significativos vieram de alimentos (-8,2%), mobiliário (-12,5%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14,5%), pressionados pelos recuos na fabricação de carnes e miudezas de aves, guarda-roupas e partes e peças de aparelhos para interrupção, proteção e ligação, respectivamente.
Entre janeiro e abril, as maiores contribuições vieram de veículos automotores (41,8%), máquinas e equipamentos (24,3%) e celulose e papel (13,4%), com destaque para os acréscimos em caminhões, máquinas para colheita e cartolina. As principais pressões negativas vieram de alimentos (-6,3%) e outros produtos químicos (-9,7%), em função dos recuos na fabricação de carnes e miudezas de aves e uréia.

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