Produção industrial cai 0,2%
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2010
Cirilo Junior<br> Folhapress 
Rio de Janeiro - A produção industrial registrou queda de 0,2% em novembro frente a outubro, interrompendo uma sequência de dez altas consecutivas, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da primeira queda desde dezembro de 2008.
De janeiro a outubro, a produção industrial acumulou ganho de 19,4% em relação a dezembro de 2008. No acumulado dos últimos 12 meses houve queda de 9,7% e entre janeiro e novembro houve retração de 9,3%, ante o mesmo período de 2008.
Em relação a novembro em 2008, a indústria registrou alta de 5,1%, primeira em 12 meses. Em outubro, a produção industrial havia subido 2,3% sobre o mês imediatamente anterior (dado revisado; a leitura anterior mostrava alta de 2,2%).
A Pesquisa Industrial Mensal demonstra que houve recuo de produção em 15 dos 27 ramos pesquisados em novembro, na comparação com o mês anterior. A principal influência no resultado geral ficou por conta do segmento de veículos automotores, com queda de 2,2%.
Em seguida vêm os segmentos de outros equipamentos de transportes (-7,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%).
Por outro lado, os principais resultados positivos foram constatados na produção de máquinas e equipamentos (3,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (3,5%).
Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis tiveram queda de 4,8% frente a outubro. Em relação a novembro de 2008, no entanto, houve alta de 26,3%.
A produção de bens intermediários teve alta de 2,1% frente a outubro, e de 5,2% em relação a novembro do ano passado. Já a produção de bens de capital teve elevação de 6,1% frente a outubro, mas teve recuo de 2,5% contra novembro do ano passado.
Por fim, a produção de bens de consumo semi e não duráveis caiu 0,6% em novembro, na comparação com outubro. Em relação a igual período em 2008, verificou-se elevação de 1,8%.
Para Bernardo Wjuniski, analista da Tendências Consultoria, os dados divulgados ontem pelo IBGE apontam que ''não surgirão fortes pressões inflacionárias na maior parte do ano, sem haver necessidade, portanto, para que o ciclo de alta da Selic se inicie ainda no primeiro semestre''. Segundo ele, a indústria, que acumulou uma queda de 9,3% na produção entre janeiro e novembro do ano passado, sinaliza para uma recuperação da atividade econômica ''consistente'', mas um pouco mais lenta do que se esperava, em 2010.


