Produção está em alta, indica CNI
A indústria atingiu em julho o segundo nível mais elevado de utilização da sua capacidade instalada desde que a CNI (Confederação Nacional da Indústria) começou a acompanhar esse indicador, em 92. Segundo dados apresentados ontem pela entidade, o grau de utilização da capacidade fabril chegou a 81,1% em julho, sendo que em março de 95 quando o recorde foi alcançado o índice havia atingido 81,4%. Em julho de 99, a taxa estava em 78,4%.
Nos últimos cinco meses, a indústria só tem apresentado aumento na sua capacidade de produção e, consequentemente, queda consecutiva da ociosidade. A pesquisa da CNI é feita em 12 Estados, com 3.700 empresas. Se as fábricas estão a pleno vapor, os salários, entretanto, sofreram ligeira redução de 0,84% em julho em relação a junho. No ano, porém, há aumento da massa salarial de 1,6% e a tendência é de aumento no final do ano, afirma Flávio Castelo Branco, coordenador de Política Econômica da CNI.
Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro puxaram a queda nos salários reais dos trabalhadores em julho, com quedas de 2% e 3,7%, respectivamente. Razão: redução nas horas extras e outros adicionais, além da alta da inflação. Os baianos, por sua vez, lideram o ranking: a elevação do salário real líquido chegou a 6,68%.
Já há uma expectativa de que a próxima pesquisa da CNI, com os dados de agosto, indique nova queda nos salários. Recuperação mesmo, segundo Branco, só neste mês. Até porque, é a partir deste mês que são definidos os reajustes salariais de categorias como bancários, metalúrgicos e petroleiros, que somam mais de 1,5 milhão de trabalhadores, segundo dados dos sindicatos.
De janeiro a julho, a indústria já faturou 10,7% mais do que no mesmo período de 99. Quem puxa esse crescimento são os setores de bens de consumo duráveis (eletroeletrônicos, automóveis, entre outros).





