O futuro presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou do tour e ficou satisfeito com a iniciativa da Acopar e Coceal. ''As tecnologias que vimos aqui não ficam atrás do que se usa na região do cerrado. O Paraná sempre teve uma tradição no algodão e é importante manter essa cultura viva no Estado'', comenta Cunha, que também é presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (AGOPA).
Apesar do otimismo com o algodão paranaense, o próximo presidente da Abrapa ressalta que o setor algodoeiro brasileiro vive um momento delicado, já que o mercado não é dos mais favoráveis.
Muitos produtores de MT, GO e BA fizeram venda antecipada e só plantaram algodão este ano para honrar os compromissos. ''Mais da metade da safra deste ano está vendida ao preço de US$ 0,58 centavos por libra/peso. Mas hoje o preço é de US$ 0,90 e, para piorar, o dólar está em queda e prejudica ainda mais a situação'', analisa o presidente da Abrapa.
O presidente da Abrapa explica que a libra/peso é a medida padrão em que a pluma é comercializa no mercado internacional, e que os produtores fazem essa venda antecipada para captar recursos com segurança. ''Estamos falando de produtores que plantam 10, 20 mil hectares de algodão e precisam desse dinheiro para custar o plantio'', afirma Cunha.
Se a situação persistir, alerta Cunha, a área de algodão no país, que é de 1,1 milhão de hectares nesta safra, pode sofrer uma redução de até 30%. ''Muitos produtores de algodão podem migrar para a soja, que está com boas perspectivas no mercado externo e tem um custo menor.''A esperança é que o preço do algodão pegue carona na alta da soja e acompanhe a valorização das principais commodities'', acredita o presidente da Abrapa.
(Redação)

mockup