Banco Central reviu para baixo todos os índices de consumo e produção para 2013, com exceção da agropecuária, que teve alta. Para economistas ouvidos pela FOLHA, a falta de crescimento da produtividade é o maior problema para o País, que não tem mão de obra especializada.
Na indústria, a previsão passou de alta de 1,2% no Relatório Trimestral de Inflação de junho para 1,1% no de agosto. Em serviços, foi de 2,6% para 2,3% e o consumo de famílias, de 2,6% para 1,9%. No campo, o indicador pulou de 8,4% para 10,5%, pelo desempenho acima do esperado no segundo trimestre.
O economista Luciano D’Agostini, do Grupo Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento do CNPq, diz que os salários e o consumo pararam de crescer porque as pessoas estão empregadas, mas com baixa produtividade. Ele cita a necessidade de uma reforma educacional, incorporada ao plano de infraestrutura do governo federal. "É possível emitir títulos públicos para patrocinar a educação", diz. O dinheiro seria investido em salários e bolsas para especialização de professores.

Crítica
O supervisor técnico do Dieese do Paraná, o economista Sandro Silva, acredita que há uma distorção na análise de dados sobre o País. Para ele, as comparações precisam ser feitas sempre entre períodos iguais de cada ano, e não entre o quarto trimestre de 2012 em relação ao primeiro de 2013, por exemplo. Por isso, ele ainda vê espaço para crescimento além das previsões. "A inflação está caindo, o câmbio está mais favorável e são gerados empregos, ainda que em ritmo menor. Todos os cenários apontam para um segundo semestre melhor do que no ano passado." (F.G./Com Agência Estado)

mockup