A produção da indústria brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve cair 0,6% este ano em função do desaquecimento econômico provocado pela crise financeira internacional. Na opinião da técnica responsável pela Pesquisa Industrial Mensal da Produção Física Regional do IBGE, Myrian Thereza Ferreira, este resultado é muito fraco comparado ao do ano passado, quando houve aumento de 3,9% na produção nacional.
Esta é uma projeção otimista, segundo a análise. Myrian destacou que este resultado somente será possível caso a produção física mantenha-se estável até o fim deste ano, sem nenhuma retração.
No acumulado de janeiro a julho, de acordo com a pesquisa do IBGE, a produção nacional já registrara queda de 0,5%. Em julho, o indicador conjuntural mostrou redução de 0,4% na produção do País. A técnica lembrou que uma queda expressiva nos próximos meses pode piorar este quadro e alterar as projeções.
A previsão anterior do IBGE considerava um crescimento de 1% a 2% da produção da indústria brasileira para este ano. Esta perspectiva baseava-se, no entanto, em uma recuperação no segundo semestre em relação ao primeiro, a partir da redução gradual das taxas de juros.
Até julho não houve reação dos setores industriais, em especial o de bens duráveis, e a expectativa é de que a situação fique pior com a nova alta dos juros para 49,75%.
Os indicadores regionais da produção industrial de julho, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que seis regiões, de dez pesquisadas, apresentaram avanço no mês. A indústria do Rio de Janeiro teve maior expansão entre todas, com elevação de 7,4%. A segunda região com bom desempenho é a do Nordeste, que apresentou crescimento de 7,2%.
A produção física em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, subiu em Pernambuco (5,7%), na Bahia (3,8%), em São Paulo (0,7%) e no Paraná (0,7%); e caiu em Minas Gerais (-5,5%), na Região Sul (-5%) e em Santa Catarina (-2,2%).

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