Curitiba - Este é o período do ano que as indústrias de velas mais vendem. A Guanabara Indústrias Químicas, por exemplo, aumenta a sua produção em 30% nos meses de setembro e outubro, com relação aos outros meses do ano, informou o sócio gerente José Wlodkovski.
Neste ano, a fábrica produziu 400 toneladas do produto para a data, cerca de 3% a mais que no ano passado. Ele comentou que todos os tipos de velas vendem na mesma proporção mas, o carro-chefe é a marca Guanabara.
A fábrica tem sede em Curitiba e atua há 34 anos no mercado. Em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana, produz a marca Prata desde 2001. Também conta com uma fábrica em Salvador (BA), desde 2003, e tem o controle acionário (51%) da fábrica Rubi da Amazônia (em Manaus) desde 1998. No Paraná são 150 funcionários e foram contratados 13 temporários para a produção de Finados.
A média de produção mensal do grupo, incluindo as filiais, é de 500 toneladas e a indústria emprega 300 funcionários no País.
''A vela é um produto místico, milenar e mesmo com a modernidade continua com finalidade religiosa'', disse Wlodkovski. No entanto, ele lembra que 30% do total produzido de velas na indústria é para iluminação. Ele explicou que, neste ano, o preço das velas está estável. A matéria-prima (parafina) subiu 20% mas, este percentual foi anulado com a queda do dólar. ''A Petrobras vende a parafina pelo preço internacional do petróleo. É uma commoditie. Se não fôsse a queda do câmbio, o preço estaria 20% mais caro'', disse. (A.B.)

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