Produção de veículos pode crescer 11,9% em 2013
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quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
São Paulo - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou ontem uma redução nas projeções de crescimento nas vendas de veículos em 2013 sobre 2012 - de até 4,5% para, no máximo, 2% - e, ao mesmo tempo, uma forte alta, de 4,5% para 11,9% na estimativa de produção entre os períodos. O presidente da entidade Luiz Moan lembrou que as estimativas para as vendas ainda apontam para um recorde histórico de até 3,88 milhões de unidades em 2013 e minimizou a queda de 1,2% nos emplacamentos acumulados entre janeiro e agosto deste ano, ante igual período de 2012, para 2,47 milhões de veículos.
Moan citou que o mês passado foi o segundo melhor agosto da história, com os 329,1 mil carros, comerciais leves, ônibus e caminhões comercializados, atrás apenas de agosto de 2012, quando as 420,1 mil unidades foram um recorde histórico para o setor. "O mês passado foi acima da média mensal, de 308 mil veículos, que tínhamos até então no ano, o que mostra que o mês não foi um desastre. O mercado está pessimista, nós não", disse. Sobre julho, as vendas de veículos em agosto recuaram 3,8%.
A produção segue no campo positivo e somou 340.469 unidades em agosto, alta de 9% na comparação com julho e avanço de 2,3% ante o mesmo período de 2012. Nos primeiros oito meses de 2013 a alta é de 13,7% sobre igual período de 2012, para 2,509 milhões de unidades.
Para Moan, a revisão na estimativa de produção para cima ocorreu, primeiramente, por conta do contínuo aumento das exportações. Com US$ 1,67 bilhão, as vendas externas de agosto foram um recorde mensal histórico para o setor. Em volume, os 64.071 de autoveículos fizeram com que o mês passado fosse ainda o melhor entre todos os meses de agosto.
A Anfavea projeta altas de 8,8% no valor e de 20% volume exportado em 2013 sobre 2012. "O aumento das exportações justificam, em parte, a revisão da estimativa e a produção recorde de 3,79 milhões de unidades, já que os mercados consumidores melhoraram", disse Moan, salientando que a recente alta do dólar ainda não trouxe benefícios para as vendas externas.
Outro fator para justificar o otimismo com a produção é inverso ao das exportações crescentes, ou seja, a redução das importações e o crescimento da fatia dos veículos nacionais no mercado interno. "A fatia dos veículos nacionais cresceu e houve uma queda dos importados, após o Inovar-Auto (novo regime automotivo, que prioriza a nacionalização dos modelos). Em dezembro de 2011 a fatia dos importados chegou a 27% e caiu para 18,9% em agosto", completou o presidente da Anfavea.
Diante desse cenário, os estoques totais entre as montadoras de veículos saíram de 35 para 36 dias entre julho e agosto, movimento considerado "absolutamente dentro da normalidade" pelo presidente da Anfavea, para o qual um estoque normal é de 32 a 40 dias. Em volume, os estoques totais passaram de 395,9 mil unidades para 400,5 mil unidades.



