A produção de veículos em agosto foi 15% maior que a de julho e 26,6% superior à de igual mês do ano passado. Deixaram as fábricas 169.578 unidades, número que, nos últimos três anos, só perde para o de maio de 1998, quando foram fabricados 173.900 veículos.
Com o resultado, a indústria automobilística espera encerrar o ano com produção um pouco acima do 1,6 milhão de unidades previsto. Os números agora projetam quase 1,7 milhão de veículos, disse ontem o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Célio Batalha. Se confirmado, o resultado será 25% melhor que o de 1999.
As vendas no atacado (das fábricas para as lojas) cresceram 13,3% em agosto em relação a julho, com 140.960 veículos nacionais e importados vendidos, um aumento de 15% na comparação com agosto do ano passado. No varejo (das lojas aos consumidores), o resultado foi 10,8% melhor que em julho, com 134.200 unidades vendidas. No acumulado do ano, a produção está 24% maior que a de igual período de 1999 e as vendas, 10,3% superiores.
Entre os negócios fechados, 74% foram financiados, índice que supera até os dados de 1997, quando as vendas bateram recorde no País. Naquele período, 70% dos negócios foram financiados, participação que caiu para 61% em 1998 e 60% em 1999. ‘‘Há maior estabilidade econômica, os juros estão estáveis e os prazos mais longos’’, justificou Batalha.
Apesar das expectativas positivas da Anfavea, as montadoras e as concessionárias têm hoje em seus estoques 173.700 veículos, número equivalente a 38 dias de vendas. Desse total, 68.200 estão nos pátios das fábricas, a maioria aguardando embarque para o exterior. Nas lojas há 105.500 unidades. ‘‘É normal as lojas terem vários modelos à disposição do consumidor’’, disse Batalha.
Em agosto, as exportações somaram US$ 360,3 milhões, valor 4,5% acima do obtido em julho . As montadoras empregam hoje 97.225 trabalhadores, 2.700 a mais que em dezembro.

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