Produção de veículos cresce 0,4% em janeiro
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015
Igor Gadelha<br>Agência Estado 
São Paulo - A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro aumentou 0,4% em janeiro na comparação com dezembro, mas recuou 13,7% ante janeiro de 2014, divulgou ontem a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No primeiro mês do ano, foram produzidos 204.751 veículos no País.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em janeiro chegou a 193.821 unidades, baixa de 3% na comparação com dezembro e recuo de 12,3% ante janeiro de 2014. No mês passado, foram produzidos 165.393 automóveis e 28.428 comerciais leves.
A produção de caminhões, por sua vez, avançou 128,1% em janeiro na comparação com dezembro, mas recuou 38,7% ante janeiro de 2014. Ao todo, a produção de caminhões atingiu 8.447 unidades em janeiro, contra 3.704 em dezembro e 13.776 em janeiro de 2014.
Vendas
De acordo com a Anfavea, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 31,4% em janeiro na comparação com dezembro e 18,8% ante o mesmo mês do ano passado. No primeiro mês de 2015, foram emplacadas 253.803 unidades em todo o País.
Levando em conta apenas automóveis e comerciais leves, as vendas em janeiro totalizaram 244.253 unidades, baixa de 31% na comparação com dezembro e recuo de 18,6% ante janeiro de 2014. No mês passado, foram vendidos 206.112 automóveis e 38.141 comerciais leves. As vendas de caminhões, por sua vez, atingiram 7.675 unidades em janeiro, queda de 44% na comparação com dezembro e recuo de 28,8% ante janeiro de 2014.
O presidente Anfavea, Luiz Moan, disse que tem visto por parte das montadoras brasileiras uma "busca intensa" para manutenção do nível de emprego, apesar dos cortes recentes, seja por meio de demissões ou por planos de desligamento voluntários (PDVs). Em janeiro, a indústria automotiva eliminou 404 vagas. Em 2014, foram eliminadas 12,4 mil vagas no setor.
Moan defendeu que todos os mecanismos utilizados pelas empresas, como férias coletivas, banco de horas, lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) e licenças remuneradas visam a proteção ao emprego. "O funcionário que trabalha no setor automotivo é altamente qualificado, portanto, fruto de investimentos. A decisão de usar esses mecanismos é de cada montadora, mas temos visto uma busca intensa pela manutenção do nível de emprego", afirmou.


