Produção de veículos cai 23,3% em junho
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segunda-feira, 07 de julho de 2014
Carla Araújo<br>Agência Estado 
São Paulo - A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 215.934 unidades em junho, queda de 23,3% na comparação com maio e recuo de 33,3% ante junho de 2013, divulgou ontem, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com o resultado, a produção acumula retração de 16,8% nos seis primeiros meses do ano, sobre igual período de 2013, para 1.566.049 unidades.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em junho chegou a 205.207, baixa de 22,6% na comparação com maio e recuo de 32,4% ante junho de 2013. No mês passado, foram produzidos 163.554 automóveis e 41.653 comerciais leves.
A produção de caminhões atingiu 8.192 unidades em junho, queda de 35,5% na comparação com maio e recuo de 49,3% ante junho de 2013. No caso dos ônibus, foram produzidas 2.535 unidades em junho, queda de 25,2% na comparação com maio e queda de 37,9% ante junho do ano passado.
As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiram 263.564 unidades em junho, com queda de 10,2% na comparação com maio e recuo de 17,3% ante junho de 2013.
No acumulado de janeiro a junho deste ano, os emplacamentos chegaram a 1.662.920 unidades, baixa de 7,6% sobre igual período do ano passado.
Exportações
De acordo com a Anfavea, as exportações em valores do setor automotivo brasileiro somaram US$ 854,8 milhões em junho, queda de 23,7% na comparação com maio e recuo de 39,4% ante junho de 2013. As exportações acumuladas de janeiro a junho movimentaram US$ 6,005 bilhões, queda de 23,1% ante igual período de 2013. Os valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.
O mês de junho encerrou com total de 24.199 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, queda de 31,2% na comparação com maio e retração de 51,1% ante junho de 2013.
No acumulado de janeiro a junho deste ano foram exportadas 169.457 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, recuo de 35,4% sobre igual período de 2013.
Previsão
O presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou que o segundo semestre será melhor do que os seis primeiros meses do ano e justificou a expectativa por conta da manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da sazonalidade histórica e do maior número de dias úteis.
"A manutenção do IPI foi fundamental para termos um semestre melhor", afirmou. "O retorno do IPI impactaria 11,5% nas vendas no segundo semestre. Caso o imposto retornasse a sua alíquota anterior, a queda nas vendas totais em 2014 ficaria em torno de 10%", explicou.
Agora com a manutenção das alíquotas de IPI, a estimativa da entidade é que as vendas fechem 2014 com queda de 5,4% ante o ano passado. "Para chegarmos a esse dado temos que crescer 14,3% no semestre", explicou Moan. No início do ano, a expectativa da entidade era que em 2014 as vendas crescessem 1,1%, a projeção revista foi anunciada ontem pela Anfavea.
No último dia 30, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção da alíquota reduzida do IPI. Com isso, para carros com motor 1.0, o imposto continuou em 3%. Já para veículos como motor flex até 2.0, a alíquota foi mantida em 9%. As alíquotas deveriam voltar ao normal no dia 1º de julho, mas foram prorrogadas até dezembro.
Moan afirmou ainda que, além da manutenção do IPI, o número de dias úteis também vai influenciar na busca por esse crescimento no semestre. Segundo ele, enquanto os seis primeiros meses do ano tiveram 119 dias úteis, o segundo semestre terá 127 dias úteis. "O que significa oito dias a mais ou 7% de dias médios", afirmou. "Além disso, temos a sazonalidade natural, nos últimos dez anos tivemos um segundo semestre melhor", ponderou.


