Produção de veículo bate recorde
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
Tatiana Resende <br> Folhapress 
São Paulo - A produção de veículos no Brasil bateu recorde em janeiro, atingindo o melhor desempenho para o mês com a fabricação de 261.777 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões e ultrapassando o volume contabilizado em 2008 que foi de 254,2 mil unidades. De acordo com os dados divulgados ontem pela Associação das Montadoras (Anfavea), houve acréscimo de 6,4% no confronto com janeiro do ano passado, mas redução de 9,1% ante dezembro. Já as exportações somaram 53.607 unidades, com alta de 10,7% ante janeiro, e de 5,8% no confronto com dezembro.
Em vendas, com um volume de 244,9 mil veículos, janeiro apresentou expansão de 14,8% na comparação com igual intervalo no ano passado. Já no confronto com dezembro, os licenciamentos tiveram queda de 35,8%.
O número de empregados nas montadoras somou 118.599 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em dezembro que foi de 117.654. Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 137.291 pessoas, também acima dos 136.124 registrados no mês anterior.
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Conforme levantamento da Anfavea, os carros populares vêm perdendo participação nas vendas no Brasil. A fatia dos automóveis 1.0 atingiu 46,2% do total em janeiro, igualando o patamar registrado em novembro de 2008, logo depois do agravamento da crise mundial.
Os veículos com motorização entre 1.0 e 2.0 representaram 52,0% dos licenciamentos e os acima de 2.000 cilindradas, 1,8% do mercado. Para o presidente da entidade, Cledorvino Belini, ''ainda é cedo'' para atribuir essa redução na participação dos carros populares no mix às medidas para frear os financiamentos no setor automotivo tomadas pelo governo federal no final de 2010. 'Pode ser pontual de um mês, mas pode ser também (uma queda) em função da restrição de crédito. Em mais dois ou três meses poderemos chegar a essa conclusão', afirmou.
Outro motivo levantado por Belini é a maior participação dos importados nas vendas. Em janeiro, esses veículos - considerando na conta também comerciais leves, ônibus e caminhões - responderam por 23,5% do total emplacado. As 57.560 unidades vendidas representaram um crescimento de 33,9% ante o mesmo mês do ano passado. Já os licenciamentos de veículos fabricados no Brasil tiveram alta de 10,0% nesse mesmo comparativo, com 187.313 unidades.
Vale lembrar que a maior parte desses carros são trazidos do exterior pelas próprias montadoras instaladas no país e, portanto, associadas à Anfavea, de acordo com a logística de produção de cada empresa.
Belini voltou a ressaltar que a maior preocupação do setor é com a competitividade do produto brasileiro no exterior. ''Faz parte. O país não pode ficar fechado. Não é o fato de importarmos, é o fato de não exportarmos o suficiente'', disse. A associação está elaborando um estudo com os principais gargalos do setor para negociar mudanças com o governo federal, que se tornaram mais urgentes com a valorização do real. A previsão é que fique pronto em três meses.


