Produção de rações deve crescer 3% em 2014
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O setor de carnes do País está com boas expectativas para 2014 e, consequentemente, deve ajudar as indústrias de rações. Depois de uma estabilidade do segmento do ano passado, a expectativa do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) é de um crescimento de pelo menos 3% nos próximos 12 meses. O percentual, de acordo com números da entidade, está balizado numa projeção dos produtores de aves do País, que esperam crescimento da produção entre 3% e 4%, após retração de 2,6% em 2013. Já os suinocultores preveem pelo menos a recuperação da queda de 1%.
Para o vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, é preciso analisar diferentes fatores para entender tal projeção. Ele explica que, pensando no mercado interno, há uma expectativa pontual para o consumo de carnes durante o mês da Copa do Mundo. "Mas nós dependemos mesmo é de uma melhora no desempenho da indústria exportadora de carnes. Os Estados Unidos voltaram a crescer, a União Europeia já está em situação melhor e a China deve ter ascensão de 7,5%. Na minha concepção, isso pode ajudar a aumentar o volume de exportações", relata Zani.
Outro ponto importante é a tendência de esfriamento dos preços da soja e do milho. A expectativa de volume recorde das commodities, com safras abundantes tanto no Brasil como nos Estados Unidos, deve fazer com que as cotações fiquem, pelo menos, estabilizadas, favorecendo o setor de rações, que tem os dois produtos como principais matérias-primas.
Em relação à evolução dos últimos anos, Zani relembra que 2012 foi bastante complicado, por conta das dificuldades financeiras dos produtores, que acabaram afetando o setor. Em 2013, apesar do recuo da produção de carnes de frango e suíno, os preços pagos no exterior foram melhores, o que gerou maior capitalização dos produtores. "Fechamos estáveis, mas acabou sendo um bom ano. Em relação à produção, pretendemos fechar esse ano em 65 milhões de toneladas, contra 63 milhões de 2013", complementa o vice-presidente executivo do Sindirações.
Paraná
No Estado, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) prevê crescimento de 7% nas exportações desse ano. Por aqui, a produção da cadeia não depende muito das rações industriais, já que os grandes produtores produzem os alimentos dos animais, com elevado grau de energia e proteína.
De acordo com o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, atualmente a ração representa entre 60% e 65% dos custos de produção da cadeia. São quase 900 mil toneladas de ração produzidas mensalmente. "Não há dúvidas que a variação dos preços das commodities geram grande impacto na cadeia. Acreditamos que para esse ano os preços da soja e do milho devem se manter confortáveis para o nosso setor devido a essa fartura das safras".



