Impulsionada pelo crescimento da avicultura, a indústria de alimentação animal registrou, no primeiro semestre, um incremento de 4,1% na produção, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, o volume produzido alcançou 31,4 milhões de toneladas, perante as 30 milhões de toneladas de 2010. Os dados são do balanço do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
O vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, ressalta que a avicultura industrial é o principal fator que ocasionou a expansão. ''O setor apresentou um vigor enorme e há alguns anos vem colecionando resultados positivos'', argumenta. Segundo ele, a avicultura demandou aproximadamente a metade de toda produção do semestre. ''Mesmo com a alta dos insumos, principalmente do preço do milho, o setor foi competitivo no mercado internacional'', afirma.
No entanto, Zani acredita que o segundo semestre de 2011 não será tão positivo quanto o primeiro. ''A expectativa é de que o crescimento seja mais baixo por influência do cenário internacional conturbado'', justifica. Zani argumenta que os planos econômicos mais conservadores que devem ser adotados pelos governos europeus e dos Estados Unidos podem deixar os consumidores preocupados, o que deve acarretar em redução do consumo e das transações internacionais.
O consumo ração da avicultura de corte somou 15,3 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, o que equivale a um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações de carne de frango somaram quase 2 milhões de toneladas, com receita de U$ 4 bilhões. Já o consumo de ração para poedeiras alcançou 2,5 milhões de toneladas no primeiro semestre, com incremento de 0,5%.
Em relação ao embargo russo às exportações de carne brasileira, o vice-presidente executivo do Sindirações alega que a medida teve impacto reduzido na indústria nacional, pois a maior parte da produção nacional é destinada ao mercado interno. Segundo ele, apenas os segmentos dos suínos e aves enfrentaram leve redução em julho. Na suinocultura, o crescimento foi de 0,1% e a produção atingiu 7,6 milhões de toneladas. Segundo o Sindirações, a estabilidade no plantel de matrizes alojadas e de leitões resultou nesse consumo.
A maior taxa de expansão foi registrada na produção de ração destinada a bovinocultura leiteira, que cresceu 8,6% em comparação ao primeiro semestre de 2010. O consumo do segmento chegou a 2,6 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2011. Segundo o Sindirações, o volume é resultado da busca por ganho de produtividade.
Já o setor de alimentação animal para bovinos de corte produziu 1,3 milhão de toneladas, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste caso, o crescimento foi impulsionado pela capitalização do pecuarista ao longo de 2010, quando houve manutenção da arroba em patamar superior a R$ 100. Em contrapartida, o segmento de alimentos completos para cães e gatos enfrentou redução de 1% no primeiro semestre, quando registrou produção de 1,1 milhão de toneladas.

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