Buenos Aires - Estudo elaborado por ex-secretários de Energia da Argentina mostra que, entre 2003 e 2010, as importações de petróleo, gás, gasolina e diesel cresceram 711%, passando de US$ 548 milhões para US$ 4,443 bilhões. No período, a produção desse tipo de energia caiu 7% e houve uma descapitalização do setor, que se manifesta ''na escassez e degradação dos produtos e serviços e a importação crescente de combustíveis para poder satisfazer a demanda com subsídios cada vez mais altos''.
A pesquisa analisa os oito anos de governo Kirchner, que começou em maio de 2003, com a eleição de Néstor Kirchner, e continuou com a mulher dele, Cristina Kirchner, eleita em 2007. O estudo, que será divulgado na próxima semana, mostra que no período avaliado a produção de petróleo retrocedeu 18% (de 42,9 milhões de metros cúbicos para 35,3 milhões de metros cúbicos anuais) e a de gás, 8% (de 51 bilhões de metros cúbicos anuais para 46,9 bilhões de metros cúbicos anuais).
''Uma das principais causas da queda da produção de petróleo é a baixa da atividade de exploração que se registrou na última década e que a atual administração não conseguiu diagnosticar nem reverter'', diz o documento. Os especialistas afirmam que a diminuição das reservas comprovadas de hidrocarbonetos não tem precedentes nos últimos 50 anos.
Segundo os especialistas, as reservas comprovadas de petróleo caíram 11%, passando de 448 milhões para 398 milhões de metros cúbicos, enquanto as de gás diminuíram 43%, de 664 bilhões para 379 bilhões de metros cúbicos.

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