Produção de peixe pode crescer dez vezes
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quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Equipe Bonde 
Curitiba - O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PRB-RJ), afirmou ontem, durante a abertura da X Semana do Peixe no Paraná, em Curitiba, que espera um aumento em até dez vezes na produção de pescado no Estado, que hoje é de cerca de 35 mil toneladas. De acordo com ele, isso será possível graças à alteração na resolução nº 413/2009, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aprovada na última quarta-feira, que simplifica o licenciamento ambiental da aquicultura nas águas da União.
"No Paraná, (a medida) é fundamental, porque o Estado tem muitas águas continentais, inclusive Itaipu. Agora vai ser muito mais fácil fazer parques de áreas agrícolas e poderemos aumentar a produção em até dez vezes", afirmou.
Segundo Crivella, parques que demoravam de cinco a seis anos para serem licenciados poderão obter o licenciamento pelo Ibama em dois a três meses. "E se nós ocuparmos, vou dar um exemplo só de Itaipu, 1% da área para a produção de tilápia, por exemplo, nós poderemos chegar a 220 mil toneladas. São 220 milhões de quilos, o que dá para abastecer todos os habitantes, exportar para outros estados e até para outros países", defendeu.
Semana do Peixe
Realizada entre os dias 5 e 15 de setembro em todo o País, a X Semana do Peixe tem como objetivo criar na população o hábito de comer pescado. No Paraná, durante dez dias, haverá degustação de produtos, realização de cursos teóricos e práticos e premiação das melhores receitas feitas à base de peixe.
De acordo com o ministro, a expectativa é que haja também uma queda nos preços durante a realização do evento. "É uma economia de mercado. Quanto mais consumo, maior a produção e quanto maior a produção, menor o preço. No ano passado, em alguns lugares caiu em até 50%. E nós queremos que aconteça o mesmo nesse ano."
Para o presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Paraná, Edmir Manoel Ferreira, a semana é uma oportunidade de estimular a produção, sobretudo no litoral, onde houve queda nos últimos anos. "Hoje no nosso litoral eu não posso dizer que a produção está boa. Aconteceram muitos acidentes ambientais e a gente sofreu muito. Então (o evento) é uma oportunidade. A população começa a consumir e quem ganha com isso são os pescadores."
O prefeito de Paranaguá, Edison de Oliveira Kersten, citou ações que podem ser desenvolvidas na região. "Temos toda a nossa baía a ser explorada e um potencial enorme em termos de desenvolvimento de peixes, camarões, ostras e mexilhões. Uma das coisas que queremos implementar é a criação desses animais. Isso serve de atrativo tanto em termos financeiros como para os nossos cidadãos", disse. "Infelizmente o forte da pesca hoje é mais artesanal. Não temos grandes barcos pesqueiros que vão a alto mar. Então temos que nos adaptar a outras opções", completou.


