Produção de peixe deve crescer 50%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República tem como meta aumentar a produção do pescado nacional em 50% e gerar 400 mil empregos até 2007. A informação é do chefe do escritório no Paraná Jackson Luiz da Cruz Pinelli que ontem palestrou no 3º Seminário Estadual de Aquicultura, realizado na 44 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
De acordo com ele, os principais problemas para alcançar estes objetivos são: baixo consumo de peixe no Brasil, preço elevado do produto, desorganização da classe, falta de indústrias, pesquisa e assistência. ''Nossa principal arma será o marketing'', adiantou Pinelli.
Para desenvolver a cadeia produtiva da aquicultura (criação) e pesca, a secretaria está se organizando e buscando apoio na iniciativa privada e instituições de ensino. No Paraná, ela desenvolve 26 projetos, entre eles, na hidrelétrica de Itaipu, áreas de assentamento, litoral, beira do rio Paraná e dentro das universidades estaduais.
Segundo Pinelli, o Paraná possui 45 mil famílias que dependem dessas atividades, ou seja, aproximadamente 200 mil pessoas que geram R$ 85 milhões/ano.
A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) iniciou semana passada o projeto piloto que inclui polpa de peixe na merenda escolar em Marechal Cândido Rondon (90 km a oeste de Cascavel). Segundo a zootecnista Viviane Rosetto Kffuri, cada uma das 7,7 mil crianças de escolas municipais e estaduais consumirá 50 gramas de tilápia uma vez por semana em forma de hambúrgueres, empanados, tortas ou carne moída. ''Treinamos 77 merendeiras em dez pratos diferentes que poderão ser adaptados ou substituídos com o tempo. A partir de maio, a inserção do peixe na alimentação das crianças será duas vezes por mês'', completou a zootecnista.
A idéia é levar este projeto também para Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul e São Miguel do Sul onde existem outras indústrias de manufaturação de peixe e atingir todos os alunos de escolas públicas num raio de 150 km ao redor de cada município. Para isso, é preciso que o empresário compre a máquina que separa a polpa da tilápia, ou seja, 10% do peixe. Até hoje, a maioria das empresas transforma essa parte em farinha que é comercializada a R$ 0,15/kg.


