A produção de mandioca do Paraná vai crescer 48% em 2004. Estimulados pelos bons preços praticados no ano passado, produtores aumentaram a área cultivada e devem colher 3,4 milhões de toneladas na safra que começa em maio. Em 2003, o Estado produziu 2,3 milhões de toneladas.
Segundo o engenheiro agrônomo Methodio Groxko, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a área passará de 110 mil para 158 mil hectares, o que perfaz crescimento de 44%. Graças à produção de um milhão de toneladas a mais, as fecularias do Estado não devem enfrentar problemas de desabastecimento. ''Pode haver falta do produto em regiões localizadas'', disse.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), João Eduardo Pasquini, outro fator que estimulou o aumento da área foi o programa Plantio Responsável da Mandioca. Lançada no ano passado, a iniciativa garante um preço mínimo de R$ 100,00 por tonelada de raiz. ''É uma segurança para o produtor'', defende.
Após chegar a R$ 400,00 por tonelada em janeiro, a mandioca foi comercializada, nesta semana, por R$ 300,00. Apesar da queda, o preço ainda é considerado muito alto por Pasquini. Ele defende que o valor ideal para atender às necessidades da indústria e dos produtores seja de R$ 150,00. ''Com o aumento na área, a tendência é que a cotação caia para patamares normais'', opinou.
A fécula foi comercializada por R$ 1,70 o quilo na semana. O preço alto tira a competitividade do produto, que perdeu espaço para concorrentes mais baratos, como o amido de milho. ''Nossa meta é recuperar esse mercado em 2004'', afirmou.
Apesar dos altos preços, a Abam continuará oferecendo preços de garantia aos produtores em 2004. O objetivo é garantir estabilidade à produção, evitando excesso de oferta e a consequente redução na área que resulta em falta de matéria-prima.

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