Produção de laranjas cresce 48% no Paraná
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quinta-feira, 23 de janeiro de 1997
Guto Rocha 
ArquivoAté ano 2000 Paraná deve dobrar a produção de laranja industrial, prevê dirigente da fábrica de sucos
A produção de laranja que abastece a única indústria de suco concentrado do Paraná, A Cocamar Citrus S/A, de Paranavaí, deve crescer 48% na safra que se inicia entre março e abril, quando deverão ser colhidas 120 mil toneladas de laranjas ou três milhões de caixas da fruta.
Segundo o superintendente da Cocamar Citrus, Fábio Carqueijo Campos, a produção da safra encerrada no último mês de dezembro foi de 81 mil toneladas de laranja. Campos diz que a indústria processou nesta última safra 5,2 mil toneladas de suco concetrado. Deste total, 85% foram exportados para países da Europa, e os 15% restantes foram consumidos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Para o ano 2000, trabalhamos com uma expectativa de 200 mil toneladas de fruta e 18 mil toneladas de suco concentrado, afirma.
Campos diz que a Cocamar Citrus conta hoje com 200 produtores de laranja que trabalham em sistema de integração com a indústria de suco. Os pomares ocupam uma área de 6,3 mil ha num raio de 100 km da indústria. Mas na região de Paranavaí, o cultivo de laranja cobre uma área de 7 mil ha. O restante da produção é comercializada in natura, afirma Campos.
Extremo Noroeste
vende produção
para Cocamar Citrus
e garante renda
O superintende da Cocamar Citrus observa que a cultura da laranja ainda está no início no Paraná. O Paraná tem uma área de aproximadamente 8 mil hectares, contra os 700 mil ha cultivados no estado de São Paulo, compara. Mas Campos estima que a cultura vem crescendo entre 600 ha a 1,5 mil ha por ano no Paraná. A nossa estimativa é de que no ano 2000 o Estado tenha dobrado a sua área de laranja, comenta.
Segundo Campos, a laranja tem se mostrado uma boa alternativa agronômica para a região do extremo noroeste. Mas o crescimento da área deve acontecer principalmente entre os produtores que já estão tendo resultados e vão reinvestir na produção, comenta. Campos afirma que na última safra os produtores receberam US$ 2,10/caixa.


