Produção de grãos no Brasil deve crescer 23% em 10 anos
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Mariana Fabre <br>Reportagem Local 
A produção nacional de grãos deve crescer 23% até 2021, o que corresponde a um aumento de 32,9 milhões de toneladas. Com o incremento, a produção total estimada deve atingir 175,8 milhões de toneladas em 2021, em comparação ao volume de 142,9 milhões de toneladas produzidos na atual safra 2010/11. A estimativa faz parte do estudo ''Brasil - Projeções do agronegócio 2010/11 a 2020/21'', elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e leva em consideração as lavouras de arroz, feijão, milho, soja e trigo.
A expansão deve ocorrer também na área cultivada, que deve passar dos atuais 62 milhões de hectares para 68 milhões de hectares em 2021, um aumento de 9,5%. Segundo o Mapa, o crescimento da área deve ser impulsionada pelo plantio de soja e de cana-de-açúcar. Em nota, o Ministério avalia que o Brasil ''é um dos poucos países do mundo que podem ampliar a produção de alimentos com ganhos reais de produtividade e mantendo a salvo suas reservas naturais''.
O chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Otmar Hubner, avalia como modestas as previsões do Ministério. ''A produção no Brasil pode crescer mais do que 23% em 10 anos'', comenta.
Dentre as culturas pesquisadas, a soja aparece como destaque, com previsão de crescimento de 25,9% na produção até 2021. A safra atual da oleaginosa em todo o País é de 68,7 milhões de toneladas e a expectativa é de que chegue aos 86,5 milhões de toneladas. Já para o milho, a estimativa é de que a produção alcance 65,5 milhões de toneladas em 2021, um aumento de 23,8% em relação à safra atual de 52,9 milhões de toneladas.
Paraná
Segundo Hubner, essa margem de 23% de crescimento é possível para o Paraná. ''Nos últimos anos, a safra no Estado apresentou aumentos consideráveis'', lembra. No entanto, ele esclarece que esse aumento deve ser consequência do incremento de produtividade nas lavouras. ''A fronteira agrícola no Paraná não tem mais opção de crescimento. O que pode acontecer é o remanejamento de áreas de pastagens para lavouras de grãos'', esclarece. Hubner aponta que nas últimas duas safras, as culturas de soja e milho bateram recordes de produtividade.
O chefe do Deral argumenta que o Paraná ocupa 2,3% do território nacional, sendo o maior produtor de grãos. ''Se o Brasil produzisse na mesma proporção que o Paraná, o crescimento em 10 anos seria muito maior do que 23%. O País ainda tem muitas áreas que podem ser incorporadas para a atividade agrícola'', ressalta.(Com Agência Estado)


