A produção total de grãos entre as safras de verão e inverno referente ao ciclo 2012/13, de acordo com o último levantamento do Deral, é de 38,2 milhões de toneladas, 23% maior do que foi registrado no ciclo anterior. Segundo especialistas da entidade, a safra caminha para o período final da colheita e a tendência é de boa safra e de bons preços na hora da comercialização.
De acordo com Francisco Carlos Simioni, diretor do Deral, a pesquisa foi feita antes das chuvas se agravarem. Segundo ele, o reflexo na produtividade das lavouras ou na qualidade dos grãos será conhecida depois que os técnicos conseguirem ir a campo. Simioni acrescenta que o fato é que as lavouras de grãos, principalmente o milho da segunda safra e o feijão, vêm sofrendo os efeitos da irregularidade do clima que acontece desde o início do ano, com períodos alternados de excesso de chuvas, seguidos de estiagem e até mesmo geadas, como ocorreram no início de maio.

Feijão
Outra lavoura que está sofrendo os efeitos do clima, principalmente com a seca, é o feijão. Com 88% da área colhida, a segunda safra já apresenta uma quebra de 20%, o que corresponde a uma perda de 93 mil toneladas. A previsão inicial era colher 466 mil toneladas e a projeção atual aponta para uma colheita de 373 mil toneladas.
Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, do Deral, entre as três safras de feijão plantadas no Estado deverão ser colhidas aproximadamente 707 mil toneladas. De acordo com o especialista, se não fossem os problemas de clima, poderiam ser colhidas 150 mil toneladas a mais. Salvador observa que o Paraná se destaca como o maior produtor da leguminosa.
Em consequência da menor oferta do produto no mercado, o preço do feijão preto, que era inferior ao de cor, agora atingiu quase a equiparação. O feijão de cor está sendo comercializado em torno de R$ 145 a saca com 60 quilos e o feijão preto está sendo vendido em torno de R$ 144 a saca, praticamente o dobro do preço mínimo, que é de R$ 72 a saca.

Trigo
O último balanço do Deral aponta que também houve reavaliação na área plantada com trigo no Paraná. A previsão de plantio avançou de 900 mil hectares para 914 mil hectares. Cerca de 85% da área já foi semeada, sendo que nas regiões Norte e Oeste o plantio já terminou e está em fase de conclusão na região Centro-Oeste.
A colheita poderá superar 2,6 milhões de toneladas, volume 27% maior do que a colheita da safra passada. Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, essa projeção também pode ser afetada pelo clima, com a possibilidade de recuo na qualidade e quantidade do trigo, mas ainda não foi mensurada. De acordo com Godinho, o produtor está animado com a comercialização do cereal, cujo preço está em torno de R$ 40 a saca, o maior valor dos últimos cinco anos.

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