A produção de flores de corte e em vasos destinadas para o dia de Finados na região de Londrina já foi totalmente comercializada. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais (Aflopar), Célio Francisco, este ano os floricultores não apostaram no crescimento das vendas e mantiveram o mesmo volume de 97. ‘‘Os produtores temiam que pudesse haver sobras. Mas tudo o que foi plantado já está vendido’’, afirmou.
A Aflopar, segundo Francisco, reúne 40 produtores da região, que produziram para este Finados 60 mil vasos de crisântemos, 1,2 mil pacotes da mesma flor e 5 mil dúzias de Palmas de Santa Rita. Francisco afirmou que o custo de produção e o preço das flores no varejo tiveram uma redução de 15% em relação ao ano passado. ‘‘A concorrência com flores trazidas de São Paulo fez com que os produtores locais reduzissem o custo de produção para garantir competitividade’’, comentou. No atacado, o vaso de crisântemo é vendido a R$ 2,00, o pacote sai por R$ 7,00 e a dúzia de palmas é vendida por R$ 4,00. ‘‘Mesmo com a redução dos preços, os produtores conseguem um lucro de 30%, disse.
Prevenido O produtor de flores de Londrina, Henrique Grodiski, afirmou que aumentou a produção de crisântemo em 40% em relação ao ano passado. Para este Finados, Grodiski irá colher 800 pacotes de crisântemos, e iniciou o cultivo de 6 mil bulbos Palma de Santa Rita, especificamente para o feriado. A produção de Palma deve ficar em 500 dúzias. ‘‘Toda a minha produção já está vendida, e 90% já foi colhido, sendo armazenada em câmara fria’’, afirmou.
Grodiski disse que mesmo tendo a produção já comprometida, a procura pelas flores ainda é muito grande. ‘‘Tem gente ligando a toda hora tentando fazer encomendas. Se tivesse dobrado a produção teria vendido tudo’’, afirmou. O produtor disse que como no ano passado sua produção também foi comercializada antecipadamente, ele resolveu ampliar a área de estufas, onde as plantas são cultivadas. As estufas praticamente dobraram, passando de 8 mil m2 para 15 mil m2.
O presidente da Aflopar disse que o mercado regional ainda se abastece basicamente com produto vindo de Holambra, em São Paulo. ‘‘Na época de Finados, quando a produção é dirigida para o feriado, a importação cai para 20% do volume consumido na região. Mas em períodos normais, a importação de flores e plantas ornamentais representa 70% do consumo’’, afirmou.
Francisco disse que os produtores da região têm dificuldades para comercializar a produção. ‘‘As floriculturas não têm o hábito de comprar direto do produtor, e os produtores também acabam perdendo muito tempo e dinheiro tentando vender de loja em loja’’, disse.
Segundo Francisco, a solução para o problema seria a implantação de uma central de comercialização de flores e plantas ornamentais. O presidente da Aflopar afirmou que já conseguiu uma área na Ceasa de Londrina para instalar uma central.
‘‘Mas precisamos do aval e de uma ajuda da direção estadual da Ceasa’’, comentou. Pelo projeto, a central terá área construída de 3 mil m2, sendo mil metros de estufas, mil metros de área sombreada e o restante de área de comercialização, câmara fria e apoio. O projeto, segundo Francisco, exigirá investimentos de R$ 197,9 mil.Paulo WolfgangHenrique Grodiski: ‘‘Se tivesse dobrado a produção teria vendido tudo’’Guto Rocha

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