Produção de eucalipto está em experimentação
No sítio Ouro Verde, adquirido pela Dori para que o projeto de fertirrigação fosse implantado, há uma área de três hectares plantados com eucalipto. A cultura ainda está em fase de experimentação. Estamos analisando se o eucalipto vai se adaptar a esse efluente que irriga o local. Tudo está sendo visto de perto por um agrônomo, explica Juliano Pimenta, técnico ambiental da empresa. Ainda não se sabe, segundo ele, qual será o destino desses eucaliptos. Mas é possível que essa madeira seja usada para abastecer as caldeiras da própria empresa.
O ciclo usar e reutilizar já acontece na Dori com a água gerada no próprio sítio. Há uma fonte no local de onde retiramos água potável e abastecemos a fábrica, destaca o técnico. Essa água é bombeada e passa por cloração. Mais de 120 mil litros de água são utilizados por dia pela indústria. Depois, a água descartada passa por tratamento e irriga o sítio. Todo o processo de irrigação é controlado para não ocorrer excesso de água no solo.
Esse ciclo é uma forma de comprovar para órgãos ambientais que o processo de fertirrigação é eficiente, acrescenta Pimenta, destacando que o agrônomo da empresa faz análise constante desse solo irrigado com a água tratada para ver se não há contaminação. Isso é importante porque essa água pode escorrer para a fonte e, se o efluente não estiver tratado poderá causar algum dano ambiental, observa.
Uma área de 20% do sítio Ouro Verde, com 12,5 hectares, também foi reflorestada, além da recuperação da mata ciliar próxima ao córrego que passa pelo local. Segundo Pimenta ainda está sendo realizado estudos para saber o que poderá ser cultivado na área que ainda resta livre na propriedade. Há a possibilidade de ser produzido amendoim ou feijão. (E.Z.)





