Produção de energia vai puxar crescimento do PR
Hidrelétricas no rio Tibagi e termoelétricas vão receber investimento de US$ 700 milhões
Mário CesarPRIORIDADEO secretário Salomão na Jornada Tecnológica de Londrina: Desafio é diminuir desigualdades
Betânia Rodrigues
O desenvolvimento de Londrina nos próximos anos está diretamente ligado às hidrelétricas do rio Tibagi e às termoelétricas a gás natural. Elas representarão para o setor público e privado um investimento que deverá ultrapassar os US$ 700 milhões, disse ontem o secretário estadual de Planejamento, Miguel Salomão.
O aumento da produção de energia é um dos pontos principais do PPA (Plano Plurianual) do governo paranaense. O objetivo é que as três hidrelétricas que deverão ser construídas às margens do rio Tibagi gerem 596 Megawatts.
Segundo Salomão, a Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) deverá financiar 24% dos custos para as hidrelétricas do Cebolão e Jataizinho e 21% para a São Jerônimo.
Estas declarações foram feitas ontem de manhã durante a 6ª Jornada Tecnológica Internacional de Londrina, promovida pela Adetec (Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina) até hoje, no Hotel Sumatra. Participaram do encontro ontem cerca de 70 pessoas entre empresários, representantes de órgãos públicos, instituições e profissionais da área de desenvolvimento tecnológico regional.
De acordo com Ernesto Cordeiro Marujo, coordenador dos estudos do eixo sudoeste para o PPA do governo federal, o Londrina Tecnópolis é um dos projetos do setor de informação e conhecimento inclusos no plano de desenvolvimento sustentado da região.
Este projeto integra a subdivisão de incubadoras e parques tecnológicos que deverá receber um investimento de US$ 18 milhões no eixo sudoeste, disse Marujo que considera o Estado do Paraná um forte elo entre o Brasil e os demais países do Mercosul.
O Londrina Tecnópolis pretende complementar as informações sobre os serviços de ciência tecnológica oferecidos na região com a finalidade de impulsionar e atrair mais indústrias.
Vamos priorizar as empresas de pequeno e médio porte dos setores alimentício e de tecnologia de informação (eletroeletrônicos, telecomunicações e informática), disse o gerente do projeto Mauro Silva Ruiz, que também é pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
Através do cruzamento de informações, o projeto deverá identificar onde estão as falhas e potencialidades no setor de pesquisa e buscar parcerias com instituições e governo para melhorar a oferta do serviço nesta área.
Esse é um interesse também do governo estadual. O secretário de Planejamento acredita, por exemplo, que as universidades públicas poderiam encontrar novas técnicas de transformação de produtos primários para a agroindústria e com isso gerar trabalho e renda nas regiões de origem.
O maior desafio do Estado nos próximos anos é diminuir as desigualdades regionais com a criação de novas oportunidades de trabalho. Com a união entre os centros educacionais, investimentos na infraestrutura, tecnologia e incentivos fiscais, certamente isso será possível, afirmou o secretário.





