Produção de embalagem cai 4,1% no semestre
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terça-feira, 17 de agosto de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A produção física de embalagem no primeiro semestre de 2004 caiu 4,1%, frente igual período do ano anterior, de acordo com pesquisa conjuntural do Ibre/FGV. A expectativa é que o setor feche o ano com um recuo de 1,2% a 0,2%, contra a queda de 6,3% de 20 03.
''O mercado consumidor está se recuperando. Por isso, prevemos que o setor de embalagens vai registrar crescimento no segundo semestre'', afirmou o coordenador da pesquisa, Salomão Quadros. ''No cenário mais pessimista, o crescimento no segundo semestre, frente igual período de 2003, deve ser de 1,8%, enquanto que, no mais otimista, 3,7%.'' Os setores que mais se ressentiram na primeira metade deste ano foram os de vidro, metal e plástico, com recuos na produção física de 15%, 8,3% e 6,4%, respectivamente.
A madeira apresentou queda de 0,8%, enquanto que o papel e papelão registraram cresci mento de 3,8%.
De acordo com Quadros, contribuem para o otimismo em torno do segundo semestre o melhor nível de utilização de capacidade instalada da indústria - de 85,6% em junho deste ano, ante 82,5% de igual mês de 2003 -, e especialmente as exportações, cuja alta chegou a 9,5% de janeiro a junho, frente a primeira metade de 2003.
''As exportações são uma questão estratégica para o crescimento do setor de embalagens'', afirmou Quadros. ''Mesmo as pequenas produtoras, que não tiverem capacidade e escala para o comércio externo, vão se beneficiar das exportações do setor, uma vez que t rabalharão para manter-se dentro dos padrões, cada vez mais internacionais.''
No primeiro semestre, o setor de papel foi o que registrou o maior crescimento das exportações em relação a igual período de 2003 (39,4%), seguido pelo de plástico (23,5%), metal (22,1%), vidro (10,7%) e madeira (3,9%). Em 2003, as remessas externas soma ram US$ 250 milhões, enquanto que o faturamento do setor atingiu R$ 23,4 bilhões.


