Um dos produtos que vai entrar na nova legislação são os chocolates. Para o diretor da fábrica de chocolates Barion e presidente do Sindicato da Indústria de Cacau, Balas, Massas Alimentícias, Biscoitos e Conservas (Sincabima-PR), Rommel Barion, a substituição tributária "é uma maneira inteligente do governo melhorar a arrecadação". No entanto, ele disse que a indústria é penalizada, de uma certa forma, porque tem que adiantar o ICMS para o governo. Mas, ele acredita que, o aspecto positivo da mudança é, no futuro, acabar com a concorrência predatória dos contribuintes que sonegam ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final.
O varejo também será afetado pela medida. O diretor da Livrarias Curitiba, Marcos Pedri, considerou positiva a medida do governo estadual principalmente pela equidade fiscal. Segundo ele, hoje há concorrência com empresas que não recolhem tributos na área de papelaria. Ele acredita que o governo consiga ter acréscimo de arrecadação, com isso os empresários poderão pleitear junto aos gestores redução das alíquotas de ICMS.
Para ele, o sistema atual de cobrança de ICMS, de certa forma, promove uma "injustiça fiscal" porque há estabelecimentos que não recolhem o imposto. "Agora, vai ficar mais fácil vender sem ter a concorrência desleal", disse. Segundo ele, no setor de papelaria o ICMS varia de 12% a 18%. Ele acredita que não haverá alteração de preços para o consumidor final com a substituição tributária. A livraria tem 14 lojas no Paraná, sendo uma em Londrina e oito em Curitiba.

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