Produção de carros no Paraná cai 24,38%
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terça-feira, 03 de setembro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A produção de veículos no pólo automotivo do Paraná apresentou uma redução de 24,38% no período de janeiro a julho deste ano. A produção de veículos no período, que foi de 122.326 carros no ano passado, despencou para 92.497 carros nos primeiros sete meses deste ano.
Conforme informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba, a Renault foi a montadora que puxou a produção de carros do pólo automotivo do Estado para baixo. A Volkswagem, a Volvo e a Case New Holland, que produz máquinas agrícolas, não registraram queda na produção e nem estão demitindo trabalhadores.
Com a queda na produção, a participação do Estado em relação à produção nacional de veículos caiu para 8,87%, quando a meta das montadoras instaladas o Paraná era atingir uma participação de 12% em relação à produção nacional.
A redução na produção refletiu no nível do emprego. Nos últimos 12 meses, 657 trabalhadores foram demitidos. Neste ano, foram demitidos 306 trabalhadores, dos quais 40 deles em julho. Apesar disso, naquele mês foram produzidos 14,550 veículos automotores, 25,17% a mais em comparação com a produção de junho. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, Clementino Tomás Vieira, destacou que não houve aumento da produção no mês de julho, mas, sim, uma recuperação em relação ao mês anterior, quando a produção ficou abaixo das expectativas. Em junho, foram produzidos 11.836 veículos.
Para o sindicato, as montadoras paranaenses não conseguem uma reação nas vendas porque não fabricam modelos populares. ''Hoje, 70% dos carros vendidos são de modelos populares'', afirma Vieira. Segundo ele, o caso mais grave é o da Renault, que ainda está com estoque elevado dos modelos 2001 e 2002 e não consegue vender. O modelo mais barato da Renault está custando em torno de R$ 20 mil, quando outras montadoras oferecem veículos populares por até R$ 14 mil nas vendas realizadas pela internet.
''O problema é que em outubro todas as montadoras fazem o lançamento dos veículos 2003 e a Renault pode micar com os modelos antigos'', observou. Vieira acredita que a montadora terá que fazer promoções dos modelos antigos, como como já está fazendo com os seus funcionários. A empresa está dando descontos para o trabalhador adquirir um veículo Renault. Na Volkswagem e na Volvo não está havendo o drama de demissões e nem queda drástica na produção.


