O Paraná deve retomar a produção de cana-de-açúcar nesta safra, depois de uma queda de 21,22% no ano passado. A Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar) prevê um aumento de cerca de 15% na safra que começa a ser colhida em maio. ‘‘Devemos esmagar 22,2 milhões de toneladas de cana nesta safra’’, disse o superintendente da Alcopar, Adriano da Silva Dias.
Na safra anterior, foram esmagadas 19,3 milhões de toneladas de cana. Na safra 99/2000, as usinas do Estado esmagaram 24,5 milhões. ‘‘Esta queda foi causada pela má situação financeira das empresas que não conseguiram renovar seus canaviais e pela geada de junho do ano passado’’, explicou Dias. Anualmente, os agricultores têm que renovar entre 20% e 25% dos canaviais.
A recuperação do preço do litro do álcool hidratado, que hoje custa R$ 0,60, é a responsável pela retomada da produção. Em 97, o litro do álcool hidratado custava R$ 0,41. Por conta de uma desarticulação do setor, o preço chegou a R$ 0,15 no final de 99, segundo Dias. ‘‘Felizmente o setor voltou a se organizar e os preços voltaram aos patamares anteriores, só que corrigidos. Isso fez com que os produtores voltassem a investir na renovação e na adubação da cana.’’
O recorde paranaense foi atingido na safra 97/98, quando foram esmagadas cerca de 25 milhões de toneladas do produto. ‘‘Devemos atingir entre 24 milhões e 25 milhões de toneladas na próxima safra’’, previu.
O Paraná briga hoje pela segunda colocação no ranking nacional com o estado de Alagoas. ‘‘Provavelmente Alagoas deve colher mais do que os nossos 19,3 milhões de toneladas, ficando em segundo lugar neste ano’’, disse Dias. O campeão nacional é São Paulo, que na safra passada (00/01), esmagou 148,2 milhões de toneladas.
A Cooperativa Agropecuária Rolândia Ltda. (Corol) deve aumentar em 20% a produção de cana em 2001, passando de 541 mil toneladas para 650 mil toneladas colhidas. ‘‘É um número recorde para a cooperativa’’, disse o presidente da Corol, Eliseu de Paula.
O incremento da produção se deve ao aumento da área plantada, de 5,9 mil hectares no ano passado para os atuais 6,9 mil hectares, e a alta produtividade, considerada uma das mais altas do País, segundo Paula. ‘‘Os produtores colhem 91 toneladas por hectare’’.
A Corol está investindo mais de R$ 1 milhão na usina de açúcar, devendo aumentar a produção para 700 mil sacas/ano, que correspondem a 50 mil toneladas de açúcar. No ano passado, foram produzidas 400 mil sacas de açúcar. A produção de álcool se manterá em 25 milhões de litros/ano.

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