São Paulo- A partir de março, a castanha de caju será alvo de um projeto de engenharia para produção em grande escala do Líquido da Castanha de Caju (LCC), matéria-prima antioxidante semelhante a compostos fenólicos derivados de petróleo, cujas importações somam US$ 20 milhões por ano. Só em três Estados nordestinos, o caju ocupa 700 mil hectares de cultivo nativo e cuja importância comercial com maior valor agregado limitava-se à venda da castanha para ramos alimentícios no Brasil e no exterior.
O lubrificante de LCC, batizado como Aditivo 3-PDP e fabricado em unidade-piloto de 20 litros/hora, evita o acúmulo de produtos químicos (que viram uma espécie de líquido corrosivo) em componentes do motor do automóvel. O investimento na implementação da indústria será orçado após a conclusão do projeto de engenharia.
Projeto - O projeto dará origem a uma fábrica com capacidade instalada para 300 litros/hora, empreendimento que será tocado pelos sócios brasileiros Adinor - Aditivos do Nordeste, Caju Gomes e Irmãos Fontenelles, além da italiana Otremare. A unidade será instalada próximo ao Porto de Pecém, no Ceará, vizinho a Fortaleza.
O coordenador do Projeto de Produção de Aditivos a partir de LCC da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor José Osvaldo Carioca, afirma que a BR Distribuidora, da Petrobras, será cliente exclusiva da primeira fase da produção em escala. A BR Distribuidora acrescentará o 3-PDP à gasolina que abastece entre 30% e 35% do mercado de combustíveis no Brasil - demanda que corresponde a 60% da sul-americana.

mockup