O segmento de bens de capital está sofrendo com a habitual defasagem os efeitos da desaceleração da produção industrial que marcou a maior parte do ano passado, registrando queda de 4,1% na produção em janeiro ante outubro.
Sales lembrou que o crescimento acumulado dos bens de capitais em 2001 chegou a 12,8%, impulsionado especialmente pelo bom desempenho do primeiro semestre, e ressaltou que ‘‘em algum momento o nível de investimento nesse segmento tinha de desacelerar’’.
O argumento é que o segmento reflete as decisões de investimento dos demais segmentos industriais. Portanto, se há crescimento consecutivo de bens de capital com retração da indústria em geral, significa que ocorre aumento de capacidade sem utilização proporcional. Assim, segundo Sales, a desaceleração nesse segmento reflete o movimento similar da indústria no ano passado.
Mas o economista acredita que, caso a tendência de recuperação industrial seja ascendente, ‘‘em algum momento haverá nova reação’’ dos bens de capital. Em janeiro, o segmento cresceu 1,1% ante dezembro, quando havia registrado queda de 2% ante novembro.

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