Produção de aves põe 25 mil em férias coletivas
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Tatiana Freitas<br> Agência Estado 
São Paulo - O ajuste de estoques já resultou em férias coletivas a mais de 25 mil trabalhadores da indústria produtora de aves em todo o País. Desde o final do ano passado, grandes e médias empresas de todo o País concederam férias forçadas aos seus funcionários com a finalidade de adequar a oferta ao nível atual de demanda mundial, seguindo recomendação da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) de corte de 20% na produção.
Somente na Perdigão, quase 9 mil funcionários de 5 unidades já foram escalados para férias coletivas e o número não deve parar por aí. Em entrevista recente, o presidente da empresa, José Antonio Fay, informou que aproximadamente dez unidades devem realizar paradas técnicas nos primeiros meses deste ano. O cronograma está sendo anunciado aos poucos pela empresa. A Perdigão já informou que serão realizadas férias coletivas em Lajeado (RS), Cavalhada (RS), Dourados (MS), Carambeí (PR) e Capinzal (SC). As paradas são de 30 dias.
Na Sadia, cerca de 12 mil funcionários, o equivalente a 20% do total de colaboradores da empresa, cumpriram férias coletivas na virada do ano, durante um prazo médio de duas semanas, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia. Mas a restrição na demanda internacional afetou também seus fornecedores. Após a Sadia ter rescindido contrato com a Nicolini, processador de carne suína e de frango que trabalhava exclusivamente para atender à empresa, o frigorífico anunciou demissões e férias coletivas.
Em Nova Araçá (RS), a companhia dispensou cerca de 500 funcionários e anunciou férias coletivas para 650 a partir de 23 de fevereiro. Já em Garibaldi (RS), foram aproximadamente 250 demissões e cerca de 500 colaboradores cumprem férias entre meados de janeiro e fevereiro. As informações são dos sindicatos regionais.
O Minuano, outro frigorífico parceiro da Sadia, concedeu férias coletivas para 2,7 mil funcionários das três unidades que possui no Rio Grande do Sul, conforme a Federação. Somente em Lajeado, onde o abate ocorre exclusivamente para a Sadia, cerca de 1,8 mil funcionários pararam. Após 30 dias em casa, eles já teriam retornado às suas funções.


