A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) pode reduzir em 12 mil toneladas a produção deste ano, devido ao racionamento de energia elétrica. A alternativa foi analisada pelo presidente da empresa e superintendente do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes. ‘‘Talvez paralisemos um galpão com 58 fornos’’, disse à Agência Estado. O empresário considerou o racionamento inevitável.
No ano passado, a companhia produziu 240 mil toneladas de alumínio, para lingotes, vergalhões, papel-alumínio e chapas, entre outros. O Grupo Votorantim controla cerca de 12 hidrelétricas. Na CBA, 55% da energia consumida é própria.
Conforme Antonio Ermírio, para manter a produção de alumínio seria necessário elevar a geração das hidrelétricas controladas, mas isso não é possível porque também foram afetadas pela falta de chuva. ‘‘Nossos reservatórios também estão baixos’’, afirmou.
O empresário ainda não definiu qual mercado será desabastecido, caso reduza a produção. Cerca de 60% dos negócios estão no mercado interno, que, segundo Antonio Ermírio, sofrerá com a crise de abastecimento energético. ‘‘Isso criará turbulências na economia. O racionamento não poderia vir nesta hora em que o País começava a decolar’’, disse.
‘‘Além disso, o racionamento pode acarretar um reajuste da energia’’, afirmou. Segundo Antonio Ermírio, os produtores seriam duplamente prejudicados: primeiro, por reduzir a produção, e, segundo, por pagar mais pela eletricidade.
O executivo não descarta o aumento de exportações. ‘‘Temos preços competitivos’’, afirmou. Outra vantagem seria a centralização das operações. A CBA possui uma única unidade, no município paulista de Alumínio, região de Sorocaba. ‘‘Da mineração ao papel alumínio, tudo é processado em série’’, disse.

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