No caso da exportação, o cenário traçado para o flex fuel é conservador. Em 2005, por exemplo, a previsão é de que 2,5 bilhões de litros de álcool anidro brasileiro sejam vendidos no exterior, volume que irá dobrar até o fim da década e atingir 5 bilhões de litros em 2010.
Com uma frota estagnada de veículos à gasolina que utiliza 25% de anidro na mistura, o consumo interno desse tipo de álcool deve se manter em 6 bilhões de litros por ano até o fim da década.
O grande aumento na demanda será mesmo de álcool hidratado para abastecer os veículos flex fuel. Essa categoria consumirá 1,568 milhões de litros de hidratado em 2005, volume que irá superar os 12,54 bilhões de litros em 2010.
Já o volume de álcool total consumido pelos veículos crescerá, de acordo com as estimativas, de 13,41 bilhões de litros neste ano, para 20,56 bilhões de litros no último ano da década.
Diante desse cenário, em 2010 será necessário um processamento de 328 milhões de toneladas de cana-de-açúcar só para a produção de álcool, ou seja, quase toda a produção da atual safra 2005/2006 da região Centro-Sul do Brasil, estimada em 345 milhões de toneladas.

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