A produção de álcool combustível deve aumentar mais de 60% nos próximos 7 anos a partir do cultivo da cana-de-açúcar. A projeção do governo federal é baseada no crescimento natural da demanda mundial por energia. Atualmente, o País fabrica cerca de 17 bilhões de litros de álcool e, em 2013, a produção deve girar entre os 25 bilhões e os 27 bilhões de litros. O teor energético da cana-de-açúcar é bem superior ao das demais culturas e, além disso, a produção é mais barata.
Os rumos da geração de energias renováveis estão em discussão na Conferência Internacional de Agroenergia (Conae), que prossegue até amanhã. O evento, de tema ''A energia de um futuro bem presente'', é uma iniciativa da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina. Segundo especialistas, o Brasil tem o maior potencial de crescimento na produção de energia renovável (etanol e biodiesel) devido à disponibilidade de terras agriculturáveis e da posição geográfica privilegiada.
A intenção do Brasil é aumentar a participação mundial na matriz de produção do etanol calcado, principalmente, no crescimento da demanda americana. Segundo Frederique Abreu, engenheiro químico e membro da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o governo americano está desenvolvendo um projeto ''fifteen by fifteen'', que prevê a adição de 15% de álcool à gasolina até 2015.
''Com isso os Estados Unidos irão criar um mercado de 56 bilhões de litros e nenhum País sozinho pode atender toda essa demanda, mas o Brasil pode aumentar sua participação no mercado'', disse Abreu. Além dos americanos, a Europa pode antecipar para 2008 a adição de 5,75% de biocombustível na gasolina. A data prevista inicialmente era 2010. Um outro fator que irá contribuir para o aumento da demanda mundial são os veículos flex ou bicombustíveis, uma vez que a estimativa para 2008 é que todos os carros fabricados utilizem os dois combustíveis.
''Hoje um dos melhores negócios no Brasil é a produção de álcool e açúcar. Além do grande mercado do álcool o consumo de açúcar está crescendo 2% ao ano, principalmente, devido ao crescimento dos alimentos industrializados'', comentou o engenheiro químico. E dentro deste novo paranorama, a cana-de-açúcar surge como uma boa opção de renda para os agricultures, que ano a ano vem perdendo renda devido às estiagens. O País já registra novas áreas em vários Estados da Região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

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