Curitiba - A produção de veículos automotores e de máquinas agrícolas no Paraná registrou crescimento de 2,93% em 2003 em relação ao ano anterior. Como consequência desse desempenho houve crescimento de 5,11% no emprego. A produção atingiu 170.967 unidades, contra 166.095 unidades fabricadas em 2002. Esse resultado mostra que o setor está se recuperando, mas ainda não atingiu o nível de 2001, quando a produção foi bem maior, explicou o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro.
A recuperação vem sendo alavancada pelo aumento na produção de máquinas agrícolas, comerciais leves e de caminhões, setores que mais empregaram. A Case New Holland contratou 361 trabalhadores e a Volvo, 261 trabalhadores. No entanto, em dezembro a queda na produção foi drástica, em torno de 24% em relação ao mês de novembro. Praticamente todas as montadoras apresentaram quedas na produção.
O setor de automóveis de passageiros também não teve bom desempenho em 2003, quando apresentou queda de 3,77% ao longo do ano. Já os comerciais leves tiveram aumento de 83% na produção anual, com a fabricação de 9 mil veículos. O aumento expressivo decorreu do fato de o setor ter saído praticamente do zero em 2002, com o fechamento da Chrysler, que foi substituída pela entrada em operação da Nissan, da Renault, e pela fabricação das caminhonetas Saveiro, pela Volkswagen.
A produção de caminhões aumentou 15,74% e a de ônibus caiu 22%. Com isso, as montadoras paranaenses que estabeleceram a meta de atingir 12% do mercado nacional, atualmente participam com 8,62%.
Porém na exportação o desempenho foi melhor. De cada 100 unidades fabricadas no Estado, 35 são exportadas. A Volks embarcou 67,24% da produção de automóveis de passeio, a Audi exportou 19,64% e a Renault, 11,24%. No segmento de comerciais pesados, a Volvo exportou 19,3%, sendo 14% de caminhões e 70% de ônibus. Da produção de máquinas agrícolas, 24,34% foram destinadas ao mercado externo.

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