Produção da indústria nacional cresce 11,9%
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segunda-feira, 17 de maio de 2004
Das agências 
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira continua em ritmo de crescimento. Os resultados de março divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram forte aceleração em 12 dos 14 locais pesquisados na comparação com março do ano passado.
Amazonas (33%), Pernambuco (18,4%), Paraná (16,2%), Ceará (15,7%), São Paulo (12,7%) e Santa Catarina (12,5%) registraram crescimento acima da média nacional que ficou em 11,9%. Na Bahia, o crescimento foi de 11,4%, Rio Grande do Sul, 10,5%, Goiás, 7,2%, Espírito Santo, 5,7%, Minas Gerais, 3,5%, Rio de Janeiro, 2,2% e Pará, 1,8%.
No fechamento do primeiro trimestre, com aumentos superiores aos 5,8% registrados para o total do País ficaram as indústrias do Amazonas (16,4%), Paraná (9,3%), São Paulo e Bahia, ambas com 6,9% de crescimento, onde destacam-se, respectivamente, os itens televisores e telefones celulares, caminhões, automóveis e óleo diesel.
A indústria de São Paulo voltou a liderar a expansão na produção do País. No caso do parque paulista, o crescimento foi de 12,9% ante março de 2003, o quinto aumento consecutivo neste tipo de comparação. ''O resultado de São Paulo é o mais expressivo porque o Estado tem o maior peso no desempenho nacional, e representa de 40% a 45% da capacidade total do País'', disse o economista da Coordenação de Indústria do instituto, André Macedo.
Em sua avaliação, a pesquisa da Produção Industrial Regional, que teve os resultados de março divulgados ontem pelo IBGE, comprova a recuperação da indústria nacional, que em março apresentou elevações de 11,9% ante igual mês de 2003 e de 2,1% ante fevereiro deste ano. Na pesquisa regional, o IBGE não faz a comparação do desempenho dos Estados com o mês anterior.
O crescimento da indústria paulista em março, ante igual mês do ano passado, foi impulsionado pelos avanços nas produções de veículos automotores (45,4%), máquinas e equipamentos (28,2%) e máquinas e aparelhos elétricos (21,8%).
Macedo preferiu não arriscar um prognóstico de crescimento sustentado da economia amparado no saldo favorável de todas as regiões pesquisadas. ''O que posso dizer é que os resultados de março são melhores do que os de fevereiro, e estes melhores do que os de janeiro. Há uma evolução mensal, (na expansão da produção industrial), ante os meses anteriores'', desconversou. Em fevereiro, apenas nove das 14 regiões tiveram alta de produção industrial, ante fevereiro do ano passado.
No primeiro trimestre do ano, a indústria paulista apresentou elevações de 6,9% ante igual período do ano passado, e de 0,6% nos últimos 12 meses. A estrutura industrial de São Paulo, forte nos setores de bens duráveis (automóveis, geladeiras, fogões, aparelhos elétricos) e bens de capital (fabricação de máquinas), explica o avanço da produção local no primeiro trimestre do ano. Estes setores são os mais beneficiados quando há redução dos juros e melhoria de crédito.


