Produção cresce em quase todo o País
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de outubro de 2005
Folhapress 
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira cresceu em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto, em comparação com igual mês do ano passado. Os destaques foram o Amazonas e a Bahia, com uma taxa de 10,4%. Também registraram crescimento acima da média nacional (3,8%) as regiões de Goiás (5,0%), São Paulo (4,8%), Minas Gerais (4,7%) e Pernambuco (4,4%).
De acordo com André Macedo, economista da Coordenação da Indústria do IBGE, o bom resultado do Amazonas se deveu ao desempenho da indústria de material elétrico e de comunicação (22,7%), com forte participação das vendas de telefones celulares. ''Internamente, as vendas foram impulsionadas pela expansão do crédito. E há também influência das exportações'', disse. ''O crescimento foi generalizado, não há concentração em uma só atividade e é bastante relacionado ao mercado interno'', completou.
Em São Paulo, 11 das 20 atividades aumentaram a produção. As demais regiões que tiveram resultados positivos foram Rio de Janeiro (3,6%), Nordeste (2,9%), Espírito Santo (1,4%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (0,5%).
Três regiões registraram queda na produção industrial em comparação com o ano passado. Foram elas Ceará (-2,2%), Paraná (-3,4%) e Santa Catarina (-4,7%). De acordo com o IBGE, o Ceará teve um resultado ruim no setor de alimentos e bebidas. No Paraná, além do setor alimentício, houve queda na produção de máquinas e equipamentos. Em Santa Catarina, a principal influência negativa veio do setor de vestuário.
Nos primeiros oito meses do ano, as áreas de maior dinamismo foram ''influenciadas por fatores relacionados à ampliação na fabricação de bens duráveis, especialmente a produção de telefones celulares e automóveis''.


