Produção cai 0,1% em abril, após seis altas seguidas
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terça-feira, 05 de junho de 2007
Clarice Spitz<br>Folhapress 
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira registrou queda de 0,1% em abril, interrompendo uma sequência de seis meses consecutivos de alta. A média móvel trimestral - indicador de tendência - apontou expansão de 0,6% entre o trimestre encerrado em abril e o trimestre encerrado em março.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a indústria apresentou expansão de 6% no nível de atividade. Analistas consultados esperavam por alta de 5% e 6,2%. A queda de 0,1% ficou abaixo das expectativas dos analistas, que previam crescimento entre 0,1% e 1,3%. No ano, a indústria acumula expansão de 4,3%. Nos últimos 12 meses, o indicador apresenta alta de 3,3%.
Segundo o IBGE, o segmento que mais contribuiu para o desempenho negativo da produção industrial foi o de Alimentos, que recuou 1,9% após cinco resultados positivos. Outros setores que também tiveram peso negativo foram perfumaria e produtos de limpeza (-5,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-3,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-1,2%). Por outro lado, as contribuições positivas tiveram destaque em produtos químicos (2,3%) e bebidas (4,3%).
Os bens intermediários, que detêm o maior peso no índice, caíram 0,6% em abril ante março. Os bens de consumo semi e não-duráveis avançaram 0,8%.
Os bens de capital caíram 1,2%. O bens de consumo duráveis tiveram queda de 1,4%.
Segundo o IBGE, a alta de 6% da produção industrial significa o melhor desempenho desde junho de 2005, quando a alta havia sido de 6,4%. Os ramos industriais que apresentaram melhor evolução nessa base de comparação foram máquinas e equipamentos (20,5%), veículos automotores (11,2%) e alimentos (4,9%).
Por categoria de uso, o segmento de bens de capital liderou o crescimento com alta de 17,4%, ritmo muito acima da média da indústria. O crescimento atingiu todos os subsetores: os bens de capital para transporte cresceram 13,3%; os bens de capital para uso misto subiram 12,8%; para fins industriais cresceram 23,2%; para energia elétrica, 20,6%; para construção, 23,3%; e para fins agrícolas, 39,4%.
O crescimento da industria em março foi revisado para cima, de 1,2% para 1,3% (já com ajuste sazonal).


