O ano de 2014 segue promissor para o setor avícola do Estado, que continua com um ritmo de produção e exportação mais interessante quando comparado com os dois anos anteriores. A produção, no acumulado entre janeiro e agosto, apresentou incremento de 5%, atingindo a marca de 1,02 milhão de toneladas, contra 970,7 mil toneladas de 2013. Os números de agosto, porém, apontam para uma elevação na produção um pouco mais modesta, com salto de 126,3 mil para 129,5 mil toneladas, incremento de 2,5%. Os dados foram divulgados ontem pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).
O presidente da entidade, Domingos Martins, não tem dúvidas de que este é o melhor ano para o setor, pelo menos até o momento, desde 2012. Ele explica que o aquecimento dos mercados interno e externo, pela demanda de proteína animal, e a boa produção da safra de milho (utilizado em 65% da ração das aves), melhoraram as margens de lucro do avicultor estadual. "Historicamente, o segundo semestre é melhor do que o primeiro, o que nos anima ainda mais. A nossa expectativa é manter esse incremento produtivo na casa dos 5%", projeta ele.
O que ajudou para o desempenho no setor este ano foi a boa safra de grãos, que aliviou os preços das commodities, principalmente do milho. Entre março e agosto, por exemplo, o valor da saca de 60 kg de milho retraiu 21%, de R$ 23,29 para R$ 18,36. "Estávamos precisando muito dessa diminuição nos preços do milho e da soja. Com os valores mais confortáveis, as margens de lucro na produção ficam melhores e começamos a ter um novo fôlego para o setor, depois da crise que enfrentamos em 2012", explica Martins.
No que diz respeito às exportações, o acumulado em volume entre janeiro e agosto ficou em 2,6 milhões de toneladas, contra 2,5 milhões do mesmo período do ano passado, alta importante de 2,3%. Em valores, há leve retração de 3,7%, fechando até agora com a marca de US$ 5,1 bilhões. "Acreditamos que podemos atingir 10% de crescimento em volume até o final do ano. Em relação a um incremento dos valores de comercialização, ficamos na dependência de como o câmbio vai se comportar e como montaremos um mix de produtos melhor para cada um dos países", complementa o presidente do Sindiavipar.
Outro ponto que torna as exportações altamente convidativas é o promissor mercado Russo, que pode demandar um bom volume daqui pra frente. A remessa de carne (todas as proteínas) para o país, entre janeiro e agosto, subiu 26,1% na comparação ao ano passado. Em valores, as exportações atingiram a marca de US$ 1,5 bilhão, frente a US$ 1,19 bilhão no mesmo período de 2013. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Vale lembrar que no início de agosto a Rússia ampliou o número de estabelecimentos brasileiros credenciados para exportação depois de vetar produtos dos Estados Unidos e União Europeia por questões políticas. "É um grande cliente em potencial que já podemos atender, pois temos produção e capacidade instalada para isso", finaliza Martins.

Imagem ilustrativa da imagem Produção avícola já cresceu 5% em 2014
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