Produção agropecuária do PR cresce 28,6%
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba O secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, anunciou ontem em Curitiba que a produção agropecuária de 2002 foi de R$ 18,8 bilhões, um crescimento de 28,6% se comparado a 2001. O valor real da produção ficou 5% acima do previsto pelo governo anterior. Os produtos que mais agregaram valores foram soja e milho (R$ 6,4 bilhões), aves de corte, trigo e boi gordo. A estimativa para 2003 é de uma produção agropecuária 37% maior do que a de 2002. A produção deverá fechar em R$ 25,8 bilhões, pelos cálculos do governo.
Para se fazer o comparativo entre as safras de 2002 e 2001, foram analisados estudos dos 474 produtos produzidos nos 399 municípios paranaenses. ''Alguns municípios estão diversificando, o que auxilia o crescimento da produção. Temos o aparecimento de hortaliças, frutas e flores com maior intensidade neste ano'', afirmou Gilka Andretta, coordenadora da Divisão de Estatística Básica do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à secretaria. Os estudos demonstraram que a produção de um hectare de hortaliça pode trazer uma renda bruta 13% maior do que um hectare de grãos. Algumas frutas têm renda oito vezes maior na mesma quantidade de terra plantada.
Da produção total, 28% do valor bruto foram gerados na região sul (Curitiba, Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul, Paranaguá e Ponta Grossa), 23,5% no norte (Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina e Maringá), 20,5% no oeste (Cascavel e Toledo), 12% no sudoeste (Francisco Beltrão e Pato Branco), 8% no noroeste (Umuarama e Paranavaí) e 6,6% no centro-oeste (Campo Mourão).
Os estudos serão encaminhados agora para a Secretaria de Estado da Fazenda e irão compor o índice do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Do total arrecadado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), 25% vão voltar para os municípios. A distribuição do FPM por município é feita da seguinte forma: 75% sobre as declarações fisco-contábeis, 8% do valor bruto da produção, 6% sobre o número de habitantes, 2% sobre a quantidade de propriedades rurais, 2% área territorial, 2% divisão igualitária e 5% do ICMs ecológico.


